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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Receitas from US: Cereal matinal low carb

Só quem já morou nos EUA sabe como é difícil sobreviver sem comer cereal de manhã. E olha que eu já vasculhei todas as vastas prateleiras de cereais matinais dos mercados mais próximos em busca de um que fosse mais protéico, e não encontrei nada. Logo, tive que me virar e fazer meu próprio cereal com taxas de carboidratos iguais ou menores que as de proteína.
Pra variar, não há uma receita certa, nem medidas, mas você pode sempre trabalhar como te agrada mais, apenas prestando atenção em manter o equilíbrio: menos frutas (e outros ingredientes ricos em carboidratos) e mais castanhas e sementes, e assim você terá um cereal matinal pulsando de proteínas. O que eu quero dizer: seja razoável nas medidas pra não ter um cereal cheio de gergelim e banana e umas amêndoas aqui e ali.
Com: amêndoas, sementes de girassol e abóbora,  uvas e cerejas passas, coco seco e granola de coco

A dica principal pro cereal parecer um cereal é tentar achar frutas secas crocantes (aqui tem "freeze dried fruits" que são, na maioria crocantes e não "borrachudas" como as passas). No Brasil, achar frutas secas crocantes é tão fácil quanto achar sementes e castanhas em bons preços e variedade - tente ir nos mercados municipais ou, como no caso de São Paulo, os centros de distribuição deles, como a região da Santa Rosa.
Outra dica é acrescentar a granola de coco no seu cereal, pois assim você ganha crocância e proteínas de boa qualidade!
Ok, tudo explicado, vamos lá! A receita - que na verdade é um trail mix - é um resumo de TUDO que eu já coloquei no meu cereal. Você não precisa colocar tudo ao mesmo tempo, pode ir fazendo combinações mais simples.

Frutas crocantes:

  • Banana chips* (por favor, não compre banana chips FRITA! compre banana desidratada crocante, apenas)
  • Maçã chips* (mesma regra; atente também à possível adição de açúcar)
  • Quaisquer frutas crocantes desidratadas a frio, como: blueberry, framboesa, morango, manga, laranja...
  • Coco em flocos grossos ou em fita (experimente torrado também)
  • Granola de coco
Frutas passas:
  • Uva passa
  • Cereja passa
  • Blueberry passa
  • Banana passa*
  • Figos secos*
  • Ameixas secas*
  • Damascos secos*
Sementes:
  • Semente de girassol
  • Semente de abóbora (aqui tem duas variedades)
  • Gergelim
  • Semente de linhaça
  • Semente de cânhamo (acredito que o consumo, mesmo como alimento, seja proibido no Brasil)
Castanhas:
  • Amêndoas*
  • Nozes*
  • Castanhas de caju*
  • Amendoim
  • Avelãs
  • Pecãs*
  • Castanha do Pará*
Pra preparar, você só precisa misturar tudo fazendo um trail mix. Pros ingredientes com *, talvez você precise picar, cortar ou quebrar pra ficar melhor na hora de comer.
Se você comprar as sementes ou castanhas com casca, também vai precisar passar essa parte antes de começar (duh!).

Obs.: Se você sente falta daquela mágica de colocar leite no cereal e ele ficar docinho, use adoçante artificial e ta tudo certo!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Receitas from US: "granola" 100% coco (low carb)

Essa receita foi acidental. Mas o resultado foi tão bom que se deixasse a hosta teria comido tudo sozinha! E vamos combinar que quase qualquer coisa com coco fica uma maravilha mesmo!
Então lá fui eu comprar farinha de coco no mercado, crente que não encontraria. Mas pra minha surpresa, tinha! Só que com um detalhe... Custava $13! (só pra dar uma noção, um pacote do mesmo tamanho de farinha de MILHO sairia por uns $2...)
Enquanto isso, um pacote com 1 pound de coco ralado seco custava $4. Resolvi comprar e tentar fazer a FARINHA DE COCO em casa. Sem receita, fui instintivamente dar uma "afinada" no coco no liquidificador. Coloquei um pouquinho: ok, ficou em pó. Coloquei o resto do pacote: virou uma PASTA depois de poucos segundos batendo. Conclusão: minha receita de farinha de coco falhou miseravelmente. Mas foi assim que surgiu a granola de coco! =)
Essa "granola", além de poder ser consumida com leite sem perder a crocância rapidamente, ainda pode ser consumida pura como snack e também como acompanhamento (como se fosse uma farofa) pra iogurtes, sorvetes, etc.
ATENÇÃO: NÃO tente usar coco adoçado! NÃO vai funcionar!


Você vai precisar de:
500g de coco ralado seco (usei 453 gramas, mas tanto faz porque não vai mais nada mesmo!) seja em floquinhos ou flocões, tanto faz

Como proceder:
Coloque metade do coco no liquidificador. Bata até que ele solte óleo e comece a virar uma pasta. Se você quiser a granola mais "grossa", junte o resto do coco sem bater. Se quiser ela mais fininha, repita o procedimento com a outra metade. Obs.: Pode ser, dependendo da qualidade do coco, que pareça que aquilo nunca vai virar uma pasta, mas seja persistente. Se precisar, vá ajudando o liquidificador com uma colher pra ele processar todo o coco uniformemente.
Coloque a pasta num  papel toalha, fazendo várias camadas (papel+coco+papel+coco) se precisar. Retire o excesso de gordura e passe a pasta para uma forma grande, de preferência com um silpat por baixo (grudar não vai por causa da gordura, mas eu acho mais fácil assim). Distribua bem, evitando fazer camadas muito grossas de coco. Se necessário, distribua em duas formas.
Leve a forma ao forno a 150 graus (celsius) por uns 5 minutos (se você preaquecer) ou uns 8-10 (se não for preaquecido).
Retire, mexa o coco distribuindo uniformemente de novo (fazendo com que as camadas que não douraram dourem) e volte ao forno por mais 5 minutos. Mantenha sempre atenção porque se você vacilar, vai queimar.
Espere o coco amornar, mas não esfriar completamente e guarde num saquinho (pode ser de plástico tipo zip loc ou de papel, mas tenha em mente que se o material for poroso, ele vai absorver parte da gordura do coco) e deixe esfriar. Se você não tocar mais nesse coco, com a gordura do coco solidificando, ele virará um bloco. Dessa forma você pode quebrá-lo em pedacinhos menores ao seu gosto.
Mesmo não levando açúcar, essa "granola" fica um pouco doce. Mas se você quiser, pode adoçar - apenas lembre-se que açúcar = carboidratos. Eu, pessoalmente, aconselho pingar umas gotinhas de adoçante no leite na hora de consumir! (mas você pode consumir pura também, claro)

Obs: Pra dar uma variada você pode adicionar também (na fase em que o coco está morno e será embalado) adicionar castanhas, nozes, amêndoas ou frutas secas, que assim o sabor da "granola" fica mais variado.

Obs.2: IMPORTANTE! Essa receita foi feita a uma temperatura ambiente igual ou menor que 15 graus Celsius.
Se você mora em um lugar muito quente, é possível que você tenha que levar o coco à geladeira pra que o óleo se solidifique. Se você deixar a granola fora da geladeira e ela começar a virar pasta de novo por causa do calor, mantenha na geladeira!

Rende: O suficiente pra matar sua fome por alguns cafés-da-manhã

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Massa" de pizza de frigideira low-carb

Mais um resultado de improviso, mas dessa vez deu bem certo. A massa pode ficar pesada ou leve, depende do quão fina você a deixar na hora de espalhar na frigideira.
As medidas são aproximadas. Se você observar que seguindo-as a risca não está dando certo, vá adaptando até ficar com ponto de massa que dá pra moldar bolinhas, mas não é "sovável" como uma massa comum.

A minha pizza foi de queijo com tomate, berinjela grelhada, cebola e catupiry!

Você vai precisar de:
1/2 xícara (chá) de castanhas de caju torradas
1/2 xícara (chá) de macadâmias
1/2 xícara (chá) de coco ralado sem açúcar
1 ovo
Sal a gosto

Como proceder:
Processe ou passe as castanhas e o coco no liquidificador, fazendo uma farofa. Tente evitar pedacinhos.
Leve a farofa a um bowl e acrescente o ovo ligeiramente batido, mexendo bem até obter uma massa homogênea e bem úmida.
Para "assar", você pode usar uma frigideira especial pra omeletes ou arriscar virar a massa na raça mesmo.
Unte uma frigideira antiaderente com margarina, espalhe a massa da forma que preferir (usando os dedos ela fica mais fina; já se você usar a colher ou garfo, ela tende a ficar mais irregular e grossa) e leve ao fogo bem baixo, até começar a dourar as bordas.
Com uma espátula, verifique pelas bordas se a massa está solta na frigideira (se não estiver, das duas uma: ou você não untou direito ou ainda não está "no ponto"), então vire a massa e frite o outro lado. Antes de chegar ao ponto de desligar o fogo, acrescente o recheio da pizza*, abafe com uma tampa e só então desligue o fogo.
Sirva quente, e, se esfriar, volte a massa na frigideira novamente. Ela perde a crocância bem rápido.

* Evite usar recheios muito úmidos como molho de tomate e requeijão, ou, se você fizer questão deles, coloque-os por cima do recheio principal, e não por baixo. Se você deixar o molho em contato com a massa, ela vai ficar mole e parecendo encruada na área do contato.

Obs.: você pode substituir as oleaginosas de acordo com o seu gosto. Eu usei macadâmias pois nem sou muito fã do gosto delas (que é de nada), e por sinal a massa acabou ficando sem gosto de nada. Eu acho que usaria 1 xícara inteira de castanhas de caju que ficaria melhor, mas vai do gosto de cada um. Você ainda pode adicionar coisas legais como sementes de abóbora, de girassol ou gergelim.

Rende: uma porção (pra uma pessoa muito faminta; não consegui comer nem metade!)

domingo, 12 de maio de 2013

Furikake caseiro levemente picante

Eu, que nunca comprei furikake, fiquei tentada da (pen-)última vez que fui a um loja de produtos orientais. Mas aí parei e escutei a razão: nem tenho comido muito arroz ultimamente, deixa quieto.
Certo dia, semanas depois de fazer sushis e temakis em casa, olhei para as pequenas sobras de nori e pensei: o que fazer com elas? Não queria ficar nos chips de alga nori. Então o furikake me veio à cabeça! Tcharam! Perfeito.
Procurei no Pinterest alguma coisa tipo "DIY furikake nori" e acabei encontrando isso. Com algumas modificações, claro, fiz a minha versão! E ficou ótima! Testada e aprovada!
Além de ser uma receita confiável por ser caseira, ela não leva aqueles peixes desidratados nem nenhum ingrediente animal, e você pode usar em várias coisas além do gohan: sopas, noodles, vegetais e carnes grelhados, polvilhar sobre frituras (batata, tempura, bolinhos de arroz), várias coisas... use a imaginação! (apenas lembre-se que em comidas muito úmidas a alga vai amolecer!)


Você vai precisar de:
Pedaços de folhas de alga nori
Gergelim preto
Gergelim branco
Curry
Aji-no-moto
Páprica doce
Pimenta do reino moída na hora (opcional)

Como proceder:
Coloque tudo no copo do liquidificador e bata pulsando até virar um pó. Antes de bater a alga eu "torrei" um pouco na grelha como na receita de nori chips, mas isso não é necessário.
Os gergelins também: você pode torrar ou usar "cru", ou meio a meio (foi o que fiz).
A páprica, confesso, só coloquei pra dar mais volume e porque ela estava esquecida na prateleira de temperos. Eu não sinto o gosto dela.
O curry já deixa o furikake picante então se você quiser "levemente" nem coloque a pimenta!

Obs.: não há medidas, então isso deve ser instintivo. Eu coloquei uns 3 pedaços de uns 4 dedos de largura de nori, mais ou menos 1 colher de sopa de gergelim preto torrado, um pouco mais de branco cru, uma pontinha de colher de curry e a pimenta fui colocando até achar que estava bom. O mesmo para o Aji-no-moto; só não exagere nele para não transformar seu furikake numa bomba de sódio!
Obs.2: você pode incrementar o seu furikake com o que você preferir, sementes, ervas secas, especiarias. Eu colocaria ainda sementes de papoula, linhaça dourada, orégano e cominho em pó!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sopa de lentilha, vagem e shitake

Maravilhosa (e rápida e prática) comfort food pros dias frios! E suuper light!
A lentilha, além de ser uma das leguminosas mais ricas em proteína, também promove ação anti-depressiva. O shitake é rico em fibras solúveis que fazem muito bem ao intestino, além de ser um importante favorecedor da longevidade dos orientais. E cenoura e vagem, ora, são vegetais e também fazem muito bem pra garotada! Se as crianças não estiverem acostumadas com a presença do shitake na comida, pique-o bem pequenininho que ele passará por carninhas facilmente.
A combinação ficou tão boa que, pela primeira vez em muito tempo a falta de alho (na receita e na cozinha) nem fez diferença!


ATENÇÃO: essa receita rende duas porções grandes, coisa boa pra quem mora sozinho (se sobrar, que tal congelar a segunda porção para outro dia?). Para fazer para a família inteira, dobre ou triplique a receita, de acordo com o número de porções.

Você vai precisar de:
1/4 xícara (chá) de lentilhas secas
1 cenoura pequena
8-10 vagens
4 shitakes grandes-6 pequenos (secos)
1 colher (sopa) de sopa-creme de cebola (opcional)
500 ml de fundo de shitake (água da hidratação de shitakes anteriores)
Água
Noz-moscada, pimenta do reino e sal* a gosto

Como proceder:
Lave e higienize a cenoura, as vagens e os shitakes.
Coloque as lentilhas de molho em água morna.
Descasque a cenoura, corte em rodelas finas e leve ao fogo com 1 xícara (chá) de água. Enquanto a cenoura cozinha, corte as vagens em rodelinhas.
Uma vez que a cenoura esteja cozinha, retire-as da água com uma escumadeira e leve ao liquidificador com o caldo de shitake frio. Adicione o creme de cebola e bata bem.
Na água do cozimento da cenoura, coloque os shitakes para hidratar. Quando eles estiverem macios, retire-os e reserve.
Leve a cenoura batida de volta à panela (junte à água de cenoura e shitake), adicione a lentilha e a vagem e deixe cozinhar em fogo alto até ferver. Então, quando ferver, abaixe o fogo. Marque 20 minutos de cozimento a partir daí.
Retire o cabinho dos shitakes, corte-os e coloque na sopa em cozimento.
Acrescente sal e os temperos.
Depois de 20 minutos, verifique se a lentilha e a vagem estão cozidas, e se o caldo está com a textura, cor e sabor do seu agrado.
Assim que desligar o fogo, deixe a panela tampada por mais uns 5 minutinhos antes de servir.
Se quiser, adicione algumas gotinhas de limão ou um punhadinho de amêndoas laminadas sobre a sopa no seu prato.

Rende: 2 porções grandes.

* Uso um sal temperado caseiro que leva de tudo um pouco: cebola, alho, páprica, pimenta do reino, orégano, salsa, cominho, etc, então ele dispensa o uso de mais temperos!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sopa de batata e shitake OU sopa mais simples e gostosa do mundo

Parece que meu blog ta virando o blog das sopas, mas não. É que eu só gosto MUITO de sopa, e ultimamente esse tem sido meu prato do jantar. Essa sopa é fresquinha, acabei de inventar (com base nessa, claro). A sopa é uma delícia, você não precisa investir em mil temperos, e é muito leve, simples e rápida de fazer. Com uma panela de pressão ela vai ficar pronta em meia hora!

Depois coloco uma foto da sopa! Imagem daqui

Você vai precisar de:
5 batatas médias ou 3 grandes
4~5 shitakes secos
1 pedaço de funghi secchi (opcional)
2 dentes de alho bem amassados
1/2 colher (café) de curry
Alecrim e pimenta do reino a gosto
Sal a gosto
1 colher (sopa) de azeite

Como proceder:
Primeiro, lave bem as batatas, esfregando as cascas com uma escova apropriada. Corte-as em cubinhos sem tirar a casca. Reserve.
Numa panela de pressão, doure o alho: coloque o azeite, aqueça, acrescente o alho e refogue até dourar.
Acrescente a batata picada, adicione meio litro de água, coloque um raminho de alecrim, metade dos shitakes, o curry, o sal e coloque para cozinhar na pressão.
Eu contei 8 minutos desde que fechei a panela e desliguei o fogo.
Espere sair a pressão da panela e abra. Retire o raminho de alecrim.
Passe para o copo do liquidificador: os shitakes inteiros (que foram cozidos com a batata), o funghi (se você colocou), 1/3 dos cubinhos de batata cozida, parte da água e complete com mais ou menos 500 ml de água. Bata até liquidificar tudo.
Volte a mistura batida à panela, misture bem, acerte o sal e os temperos. Deixe cozinhando em fogo bem baixo.
Enquanto isso, pique os shitakes (ainda secos) em pedaços bem pequenos (quando hidratarem vão dobrar de tamanho) e acrescente à sopa.
Deixe a sopa cozinhar até estar com a textura, sabor e cor do seu gosto.

Rende: 4 ou 5 porções de gente com fome!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Molho amarelo (tipo mac'n'cheese)

Feito no total improviso, esse molho "amarelo" ficou maravilhoso! Super rápido, e vai bem com qualquer massa curta. Na ocasião, comi com linguine, mas as massas longas ficam impossíveis de se comer com esse molho! Gruda tudo! HAHAHAH

Você vai precisar de:
Queijo cheddar picado
Manteiga (usei temperada com manjericão)
1 ou 2 colheres (sopa) de requeijão
Um pouco de água

Como proceder:
Derreta a manteiga/margarina numa panela. Acrescente o queijo picado e espere derreter um pouco. Pra evitar de grudar no fundo, abaixe o fogo e acrescente um pouco de água. Não, não vai ficar aguado!
Adicione o requeijão, dissolva bem, e misture tudo no fogo bem baixinho, até que o cheddar esteja totalmente desmanchado.
Sirva com massa curta, como parafuso, penne, etc.

Obs.: ao esfriar um pouco, o molho fica mais grosso e com nata! Então não se desespere se ele não ficar totalmente cremoso na hora.
Obs.2: colocando em média 100g de queijo cheddar, essa receita rende aproximadamente 2 porções fartas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Omelete" de tofu

Confesso que nunca pensei em fazer omelete sem ovo, até conhecer o Chubby Vegan. Dia desses, eu peguei uns grãos de soja preta e fiz um "tofu" caseiro, mas não compactado pra cortar, e sim mais "granulado", semelhante a uma ricota ou algo assim. Eu usei como base a receita n. 30 desse site.
O problema é que o gosto não ficou dos melhores, e eu acabei não usando esse "queijo" pra nada, visto que achei o gosto de soja muito forte. Daí resolvi fazer uma espécie de fritada de tofu, ou omelete vegetal, pra ver se ficava mais aproveitável, mas decidi não usar batata (que normalmente serve pra dar a liga na "massa"), então usei a linhaça hidratada pra dar aquela textura gosmenta do ovo.
Aqui deixo sugestões do que colocar na omelete para deixar um sabor interessante, mas você pode colocar o que quiser e o que tiver em casa: ervilhas, milho, cebola, manjericão, etc.

Você vai precisar de:
1 xícara de tofu granulado/moído
1 colher (sopa) cheia de farinha de linhaça dourada hidratada com 4 colheres (sopa) de água
1/2 tomate picadinho
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de champignons picados
Alho frito a gosto
Cebolinha fresca picada a gosto
Sal temperado (ou de ervas) a gosto
Pimenta do reino a gosto

Como proceder:
Misturar todos os ingredientes, certificando-se de que o tofu está sem pedacinhos, e fritar numa frigideira anti-aderente com um pouquinho de azeite. Comece com o fogo mais alto, e depois abaixe o fogo para que a fritada cozinhe por dentro sem queimar por fora. Virar para dourar os dois lados.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Curau de Abóbora com Amoras

Certa vez vi uma receita de curau de abóbora perdida por aí... Fiquei com vontade de fazer, mas acabei não fazendo, e no fim perdi a receita. E, quando me vi cheia de abóboras em casa, tive que inventar uma receita nova. Como tinha ainda algumas amoras congeladas e orgânicas, resolvi unir as duas coisas, e o resultado foi maravilhoso!
Além de tudo, como sempre, a aveia conferiu ao curau uma textura incrível e o tempo de preparo ficou ridiculamente pequeno!


Você vai precisar de:
1 abóbora rajada pequena (depois de cozida e picada, dá 1 e 1/2 xícara de chá)
1 xícara (chá) de leite (pode ser vegetal, de aveia ou de soja)
2 colheres (sopa) de açúcar*
1 colher (sopa) cheia de aveia em flocos
Canela e cravo-da-Índia em pó a gosto
Para a montagem:
Um punhado de amoras frescas ou congeladas


Como proceder:
Cozinhe a abóbora, com casca, no vapor. Se for usar a técnica do saquinho, repita a operação de 1 em 1 minuto até que ela cozinhe, sempre esperando o saquinho esvaziar e esfriar antes de voltar ao microondas.
Espere a abóbora esfriar e retire com cuidado a casca, para não desperdiçar a "polpa". Guarda a casca, pois ela serve pra fazer outras receitas (fiz um risoto).
Bata a abóbora cozida, o leite, o açúcar*, a aveia e as especiarias no liquidificador até formar um líquido cremoso.
Leve a uma panela e cozinhe no fogo baixo, sempre mexendo, até engrossar (demora uns 5 minutos). Se quiser, nesta fase, adicione coco ralado.
Assim que adquirir consistência, retire da panela e deixe amornar.


Num refratário pequeno, coloque um pouco de amoras, cubra com o curau ainda morno, intercale com mais camadas de amoras e creme até o fim. Você pode finalizar com o curau ou com as amoras.
Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. Sirva bem gelado.

*Se você não quiser adicionar açúcar, você pode preparar o curau sem, e, assim que sair da panela, você pode adoçá-lo com o adoçante da sua preferência.



Obs.: se quiser um curau mais cremoso, você pode ainda adicionar algumas colheres de creme ou doce de leite.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Molho branco" de aveia com amendoim (vegan)

Mais uma opção de molho branco, agora vegan, já que eu sou péssima com molhos brancos de leite de vaca, sempre coalham e ficam horríveis HAHAHAHA

Da série: a cara é estranha, mas o gosto é bom

Depois que comecei a fazer molho branco de leite de aveia, não quis mais saber de outra coisa, mas nesse dia estava com pouca aveia em casa e improvisei mesmo! Você pode trocar o amendoim (que é bem calórico e gorduroso) por outra coisa que prefira, como nozes, amêndoas, castanhas de caju, etc. Eu usei o torrado porque era o que tinha! Não faço ideia de como fique com ele cru (mas as amêndoas e nozes etc tenho certeza que fica bom mesmo cruas!).
Neste molho eu não peneirei nada, deixei com pedacinhos de amendoim e aveia no molho e achei legal, mas você pode passar numa peneira (não precisa ser pano) se preferir.
O rendimento dessa receita é bem pequeno, fiz só pra mim, então se for fazer algo pra muitas pessoas aumente bem a receita.


Você vai precisar de:
1/2 xícara (chá) de aveia em flocos
1/2 xícara (chá) de amendoim sem pele (usei torrado)
1 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) margarina vegetal (usei temperada)
Sal e pimenta a gosto

Como proceder:
Coloque a aveia e o amendoim de molho na água por pelo menos 1 hora.
Depois disso, leve tudo ao liquidificador, bata bem por 5 minutos e reserve. Se quiser, coe o "leite".
Numa frigideira funda ou outra panela larga, derreta a margarina e acrescente o leite. Adicione sal e pimenta, misture bem e, com o fogo baixo, vá mexendo até dar uma boa encorpada (a textura é similar a de um mingau de aveia).
Eu usei esse molho pra cobrir um refogado de brócolis, cebola e vagem.

domingo, 16 de setembro de 2012

Shitake wakame noodles

Quer alguma coisa rápida, mas sem perder o sabor? Que tal um miojo sem aquele tempero de saquinho totalmente artificial?


Miojo "sem tempero" já é uma das minhas especialidades, o meu favorito é o com zathar e alho, mas esse mereceu uma postagem especial, pois apesar de ser muito fácil e rápido, é delicioso e tem todo um quê de comfort food.
Para uma pessoa:

Você vai precisar de:
1 pacote de macarrão instantâneo (descarte ou guarde o tempero em pó)
1 (ou mais) cogumelo shitake seco
1 colher (sobremesa) de alga wakame bem picadinha*
1 colher (chá) de margarina/manteiga temperada (usei de alho)
1 colher (café) de pasta de wasabi
Sal (se preferir, você pode trocar por shoyu) e aji-no-moto a gosto

Como proceder:
Hidrate o shitake em água quente e reserve.
Em uma panela, coloque a água (metade da quantidade indicada na embalagem do macarrão) para ferver e acrescente a pasta de wasabi.
Quando levantar fervura, adicione o shitake com a sua água, a alga, o sal e o macarrão. Retire o shitake e deixe amornar.
Abaixe o fogo e cozinhe, sempre soltando os fios de macarrão.
Pegue o shitake e retire o "cabinho". Corte o shitake em lascas e coloque no fundo de uma tigela de servir e adicione a manteiga.
Assim que o macarrão estiver aldente, desligue o fogo e adicione tudo (macarrão, caldo) na tigela, misture bem e, se quiser, finalize com pimenta moída na hora.



* pique bem a alga enquanto seca, pois depois de hidratada ela cresce, sei lá, 10 vezes e fica e-nor-me!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sopa creme de legumes com feijão vermelho (sem batata)

Mais uma dica fácil pra dietas com restrições de carboidratos. O feijão vermelho foi adicionado por puro experimentalismo, mas, na verdade, apesar de conter uma boa quantidade de carboidratos (e ainda assim não tem tanto amido quanto uma batata ou mandioquinha), ele tem quase a mesma proporção de proteínas. Além de dar cor e sabor, o feijão ajuda a dar uma encorpada na sopa, para que ela não fique aguada.
Sinta-se livre para alterar as quantidades de legumes de acordo com a sua preferência.



Você vai precisar de:
1 cenoura
1 tomate
1 cebola
1/2 berinjela grande ou 1 pequena
1/4 xícara (chá) de feijão vermelho seco
2 dentes de alho amassados
1 folha de louro
1 cubo de caldo de legumes (opcional)
1 colher (sopa) de beterraba em pó (opcional)
Sal e pimenta a gosto
Água

Como proceder:
Escolha, lave e deixe o feijão de molho (não precisa ser com horas de antecedência).
Lave os legumes. Com uma faca de serra, raspe a cenoura pra tirar o "grosso" da casca. Dessa forma você preserva a maior parte do legume. Corte em rodelas.
Retire o pedúnculo do tomate e corte em pedaços grandes.
Faça o mesmo com a berinjela.
Descasque a cebola e corte em rodelas ou cubos.
Numa panela de pressão, coloque um pouco de azeite e refogue o alho. Quando estiver dourado, adicione a  cebola e refogue até murchar.
Acrescente o tomate, misture até começar a soltar água, e adicione 1 litro de água. Deixe começar a ferver.
Adicione o feijão, sem a água, coloque o caldo e os temperos e tampe a panela. Deixe cozinhar na pressão por 20-30 minutos.
O feijão não vai ficar 100% mole, mas não tem problema! Deixe a sopa esfriar e bata no liquidificador por uns 5 minutos, junto da beterraba em pó (se for usar), até não sobrar mais casquinhas do feijão. Nessa fase adicionei também uma colherada de PTS sabor bacon, mas acho que nem era necessário (nem pelo sabor, nem pela consistência).
Volte o creme para a panela, adicione mais temperos, se quiser, e acerte o sal.
Sirva bem quente e, se gostar, com pimenta calabresa moída.

Obs.: se você estiver fazendo dieta de restrição de carboidratos à noite, não coloque na sopa macarrãozinho, batata, mandioquinha, mandioca, abóbora ou farinhas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pirão Vegetariano com Abobrinha

Eu nunca tinha feito pirão na vida quando inventei esse. Eu não sei até que ponto a receita segue as "normas", mas ficou muito boa. Tão boa que eu tive que comer esse pirão puro com bastante pimenta numa noite fria, foi um jantar bastante satisfatório e completo, sem nem uma gotinha de óleo.
Na minha receita "original" eu coloquei um pouco de frango desfiado, mas como achei que teria ficado melhor sem, resolvi transformar o pirão em algo vegetariano e substituir por um pouquinho de PTS.
Essa receita rende entre 4 e 5 porções bem fartas.

Você vai precisar de:
1 litro de água
1 xícara (chá) de farinha de mandioca fina crua
Quanto baste de PTS clara hidratada e desfiada
Quanto baste de purê de abobrinha
Curry
Tempero baiano
Coentro fresco picado
Pimenta calabresa
Alho frito e cebola desidratada
Beterraba em pó (opcional, você pode substituir por colorífico)
1 tablete/envelope de caldo de legumes (opcional)
Sal a gosto

Como proceder:
Dissolva a farinha na água e leve ao fogo médio, mexendo bem até começar a engrossar, e então abaixe o fogo.
Junte o resto dos ingredientes (lembre de caprichar na pimenta!) e continue mexendo até o pirão ficar bem transparente, por mais ou menos 20 minutos.
Para servir, uma opção para reforçar a proteína é adicionar cubos de queijo branco no recipiente que você vai servir e cobrir com o pirão.

Obs.: se você não gostar ou não quiser colocar a PTS, uma ideia é substituí-la por cogumelos. Eu colocaria shitake bem picadinho, mas fica a seu critério!

Obs.2: o purê de abobrinha pode ser substituído também, por algum outro que não seja muito rico em carboidratos, como de berinjela, chuchu, repolho e até cenoura. Você ainda pode aproveitar sobras da refeição anterior, como um refogado de couve, brócolis ao alho e óleo, etc.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Banana Chocolate Cake Pops/Balls

Esses docinhos são feitos quase totalmente a frio, por isso são práticos. Você não precisa cozinhar, nem deixar esfriar por mais de meia hora, como com brigadeiros. Ainda tem mais vantagens: não necessitam obrigatoriamente de confeitos para decorar/enrolar e você ainda pode aproveitar sobras de pão (aquelas pontinhas do pão de forma que ninguém come) ou daquele bolo que não deu certo (eu sempre faço bolos que não dão certo!).
Na minha versão dos cake pops, eu não usei palito, então ficou como um docinho de festa normal, um brigadeiro ou beijinho, pra colocar em forminhas de papel.
Se você optar por fazer em formato de pirulito (pops), apenas insira um palito específico em cada bolinha.



Você vai precisar de:
5 xícaras (chá) de farelo de bolo (usei 3 de bolo e 2 de pão processados, pra não ficar muito doce)
70g (+- meia barra) de chocolate meio amargo derretido
Purê (sem pedaços) de 1 banana
Chocolate/cacau em pó para enrolar

Como proceder:
Misture todos os ingredientes, se precisar use as mãos.
Leve a massa à geladeira por no mínimo 10 minutos.
Retire a massa da geladeira e, com o auxílio de uma colher, enrole as bolinhas e passe no chocolate/cacau em pó, peneirando para retirar o excesso, se necessário.
Coloque as bolinhas em forminhas de papel, ou, se preferir, coloque 01 palito de pirulito em cada uma.

Obs.: por ser uma massa firme e sequinha, alguns confeitos simplesmente não irão grudar nas bolinhas. Por isso, a melhor sugestão é o chocolate em pó, que é bem fininho e adere mesmo sem muito "grude". Se você fizer questão de usar confeitos, tente enrolá-los com as mãos para que afundem na massa. Outra sugestão é banhar as bolinhas em chocolate derretido.

Obs.2: se você preferir docinhos mais durinhos como bombons, aumente a quantidade de chocolate.

Rendimento: +- 20 bolinhas

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Alface refogada com molho de alga

Bom, não me perguntem como eu cheguei nisso. Eu sei que foi uma estonteante surpresa o resultado.
Passei nesse site de um restaurante chinês e vi, entre milhares de coisas estranhas, uma entrada que consistia em "alface refogado com molho de ostra", e achei que seria uma finalidade excelente para os 2 pés de alface americana que eu tinha na geladeira pedindo para serem lembrados nesse frio. Parece bastante aprazível, não? E é mesmo.



A minha receita me surpreendeu muito, e não só pelo sabor divino, mas pela facilidade do preparo. O molho - que não é de ostras - vai sobrar (é bem difícil fazer uma quantidade menor), então você pode guardar na geladeira pronto por umas 2 semanas, e da próxima vez que fizer esse prato, ele ficará pronto em 10 minutos!

Além de rápida, essa receita é vegana e possui poucas calorias e carboidratos. Para um prato mais elaborado, você pode acrescentar ao molho cebolas e alguns cogumelos orientais, como shimeji e shitake, que com certeza combinarão muito bem com a receita.
Ah, tenha em casa gergelins preto e branco tostados e bacon de soja, pois eles não só decoram o prato, mas também adicionam um sabor e textura indispensáveis.


Você vai precisar de:


Para o refogado
1 pé de alface americana picada em pedaços grandes e irregulares (não fica muito legal picar muito fininho)
Alho "pronto" a gosto (usei 1 colher de sopa, pois sou meio garlic addicted e estava sem alho fresco)
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim ou azeite
Pimenta do reino a gosto

Para o molho
1/2 xícara (chá) de molho shoyu light
1 xícara (chá) de água
1/2 folha de alga nori (de fazer sushi/temaki) picada
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) de melado de açúcar ou mel (dependendo da sua dieta)
Pedaço de gengibre ralado
Wasabi, pimenta do reino e Aji-no-moto a gosto
Mix de gergelins torrados e PTS sabor bacon* para salpicar sobre o prato


Como proceder:
Prepare o molho primeiro, dessa forma a alface não murcha enquanto você o prepara e fica mais fresca na hora de servir.


Molho
Numa panela larga (tipo frigideira, para cozinhar mais rápido), coloque todos os ingredientes antes de acender o fogo. Misture bem.
Com o fogo alto, misture até as algas começarem a derreter, e abaixe o fogo no mínimo.
Neste ponto a alga vai começar a exalar um forte cheiro de mar, mas não se preocupe pois o gosto fica bem suave, apesar disso.
Misture constantemente, sem parar de mexer, até o molho reduzir e as algas ficarem praticamente dissolvidas (elas ficam parecendo uma gelatina empelotada).


Textura do molho.


Refogado
Esquente numa frigideira o óleo/azeite. Adicione o alho, abaixe bem o fogo, e frite-o uniformemente até dourar. Adicione a alface picada e a pimenta, envolva-as no óleo com azeite, misture bem e refogue por 3-5 minutos, até que murche e reduza metade do volume.
Não deixe cozinhar demais e ficar amarelada.

Para servir, coloque a alface refogada num prato, cubra com um pouco do molho e salpique sobre tudo um mix de gergelins e bacon de soja.
Comer com hashis dá um toque especial!

Rende 2-3 porções (o molho rende 4-6).


*Tanto os gergelins preto/branco quanto a PTS saborizada (existe sabor bacon, carne, galinha, cebola, ervas...) podem ser comprados na Zona Cerealista, em São Paulo. Eu costumo comprar na loja Cerealista Bom Chá, mas tem outras lojas com bons preços (para fins de informação: pago R$ 7,80 o kg da PTS de bacon). Comprando a granel sai muito mais barato!

Obs.: com a mesma receita, você pode variar fazendo o refogado com acelga ou chingensai! Experimente!

Obs.2: é IMPORTANTE que você faça essa receita na hora de comer! Depois ela fica amarelada, murcha e sem graça, além de perder todos os nutrientes.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Torta de Casca de Abóbora Japonesa


A abóbora "japonesa" dessa receita é aquela de casca grosseira e verde. A nomenclatura varia entre "kabotiã" e "kabotchá", então, como não sei ao certo, fica "abóbora japonesa" mesmo.
Mas antes de vocês ficarem com dó da abóbora porque eu estou chamando ela de casca grossa, devo dizer que a minha última melhor descoberta foi: casca de abóbora cozida é muito bom! É, tipo... uma delícia! Tem um gosto que lembra castanha portuguesa, e mesmo cozida sem açúcar algum, ela tem um sabor peculiar que varia entre adocicado e agridoce. Não dá pra explicar! Apenas cozinhe uma abóbora com casca e experimente. Você não precisa nem adicionar nada: a própria casca pura, cozida, sem sal, em pedacinhos, já serve como um bom appetizer.

Enfim, depois de comer muitos pedacinhos de casca de abóbora, resolvi dar um fim mais nobre à ela e inventei essa torta. A massa é uma versão salgada da massa da torta de maçã: você só precisa tirar o açúcar e em seu lugar adicionar 1 ou 2 colheres de água, de acordo com o ponto da massa. Ela deve ficar maleável e fácil de abrir com as mãos. Distribuindo essa massa no fundo de um refratário, é só fazer o recheio. Fiz tudo absolutamente a olho, então as medidas são aproximadas.
Se você quiser, você pode também fazer tortinhas em forminhas pequenas individuais, ficarão lindas!



Você vai precisar de:
Cascas de 1/2 abóbora japonesa cozida*
500ml de leite desnatado
1 colher (sopa) margarina
1 colher (sopa) farinha de trigo
2 colheres (sopa) queijo parmesão ralado
2 colheres (sopa) requeijão cremoso
1 colher (sopa) cheia de amido de milho dissolvido em 2 colheres (sopa) de água
Alho frito
Queijo prato/mozzarella
Salsa, manjericão e cebolinha frescos
Sal, pimenta e noz-moscada a gosto

Como proceder:

*Na verdade, tudo começa quando você cozinha a abóbora. Não tem segredo nenhum: lave a abóbora, retire as sementes (mas se quiser, pode retirar só depois de cozida).
Coloque dentro de uma panela de pressão com 1 dedo de água no fundo.
Não adicione sal, tempero, nada.
Cozinhe a abóbora inteira na pressão por aproximadamente 20 minutos (depois de começar a chiar).
Espere sair a pressão e esfriar.
Cheque com um garfo se a abóbora está macia.
Retire a abóbora da panela, e comece a "cavar". A sensação é a de manipular um mamão papaia, a textura é parecida e o que você vai fazer é o mesmo: tirar a "polpa" e deixar uma camadinha fina de casca.
Se você não conseguir tirar toda a parte amarela da abóbora, tudo bem. Um pouquinho de abóbora na parte de dentro da casca deixa ela mais "cremosa", acredite.
Estando a casca vazia, oca, você pode cortar em tirinhas, cubinhos, ou simplesmente partir em pedaços brutos com as mãos. Foi o que eu fiz.





Recheio da torta
Antes de tudo, vale lembrar que sou péssima com molhos brancos. Mas eu fiz o possível para ele engrossar sem coalhar, e sem precisar adicionar ovo.
Numa panela, derreta a margarina e dissolva nela a farinha, fazendo um creminho. Adicione um pouco do leite e misture bem, até homogeneizar.
Adicione o resto do leite, os temperos, o sal, o requeijão. Misture bem, abaixe o fogo.
Quando o molho começar a ferver, adicione o amido de milho dissolvido em água e mexa instantaneamente.
Adicione os queijos, se quiser, sem parar de mexer.
Coloque as ervas frescas somente quando o molho já estiver bem consistente.
Se necessário, acerte o sal.
Reserve.
Sobre a massa da torta ainda crua, distribua as cascas de abóbora. Eu piquei em pedaços grossos, mas você pode amassar ou picar bem picadinho, para o molho penetrar mais entre as cascas. Se você tiver cozinhado a abóbora sem sal, é bom salpicar um pouco de sal sobre elas.
Quando o molho já estiver mais frio, despeje sobre as cascas de abóbora.
Se você quiser, você pode colocar antes do molho algumas fatias de queijo.


Acerte a aparência do molho, alisando com uma colher e nivelando-o.
Polvilhe queijo ralado por cima, e leve ao forno pré-aquecido na temperatura mais baixa (no meu forno é 200°C) e deixe gratinar por 40-55 minutos. Quando o molho estiver dourando, desligue o forno.
Espere a torta esfriar um pouco antes de cortar, pois, do contrário, o molho vai escorrer e o recheio vai ficar todo desmanchado.



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pão de ervilha e ervas

Mais uma vez, revirei a internet do começo ao fim atrás de uma receita de pão de ervilha. Como não encontrei nada satisfatório, fiz uma colcha de retalhos usando várias receitas, e cheguei nisso. Foi baseada principalmente nessa receita.
Pra esta receita, você ainda tem a liberdade de acrescentar mais cereais, castanhas, sementes ou outras ervas, como orégano, tomilho, alecrim, etc. Faça a combinação que mais te agrade!
Mas garanto que quaisquer que sejam os "temperos", o pão tem um sabor maravilhoso! Ligeiramente adocicado, com sabor bem suave de ervilhas, as ervas se sobressaem e tornam a massa extremamente aromática. A textura é firme, um pouco quebradiça por não conter ovo, mas fica crocante por fora quando aquecido em chapa, e mais macia por dentro.
Você quer mais um motivo pra fazer? Essa receita é 100% vegetal =)

Rendimento: 6 pães em forma de muffins (direita), um pãozinho de "hamburguinho" (esquerda) e 1 baguetinha recheada. Alternativamente, faz uma forma de bolo inglês cheia.

Pra todos os gostos!

Você vai precisar de:
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
5g (meio pacotinho) de fermento biológico seco instantâneo
1/2 xícara (chá) azeite de oliva
1 e 1/2 xícaras de água
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 lata de ervilha escorrida
2 colheres (sopa) de gergelim branco torrado (opcional)
1 colher (sobremesa) de hortelã seca
1 colher (sopa) de orégano seco
1 punhado de manjericão fresco

Como proceder:
Bata no liquidificador o fermento, o azeite, a água, o sal, o açúcar, a ervilha e o manjericão (não precisa picar).
Transfira o conteúdo para uma vasilha, coloque a hortelã e o gergelim (se quiser decorar, separe 1 colher de sopa para salpicar ao final) e sobre o líquido peneire a farinha de trigo aos poucos, e vá misturando até ficar uma massa homogênea e bem grossa.
A massa fica bem mole, ela não vai ser moldada, a não ser que você adicione mais farinha (mas isso pode deixar a massa seca e dura). Então apenas deixe-a lisa e coloque a mistura numa vasilha untada com óleo para descansar. Como sou impaciente (e usei fermento instantâneo), deixei fermentar por menos de 1h.
Aqueça o forno a 180°C.
Coloque o pão em uma forma de bolo inglês untada e enfarinhada (ou com papel manteiga) OU em pequenas forminhas de muffins, como eu fiz. Se quiser, salpique com gergelim por cima. Eu usei ainda minha mistura amarela para massas.
Leve o pão ao forno por 35-45 minutos.
Sirva ainda quente, preferencialmente com margarina (quem não gosta daquele efeito de derretimento causado pelo calor do pão, né?).


Obs.: Se for rechear o pão, certifique-se de que não há muitas camadas de massa sobrepostas. Se isso acontecer, a massa ficará cozida e meio encruada. Eu tentei fazer um roll com essa massa, mas a massa que ficou por dentro não assou direito e deu nisso!


Meu pão recheado que não ficou essas coisas.
Dica dos campeões: guarde os pães, já frios, em um saquinho plástico fechado na geladeira. Para um café da manhã delicioso, corte o pão em fatias grossas, leve a um grill ou sanduicheira para torrar um dos lados, retire e passe margarina. Hmmm, fica ma-ra-vi-lho-so! Especialmente com um chá mate quentinho.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Maxixe ou chuchu à italiana


Parece nada-a-ver, né? Mas a ideia inicial era que fosse berinjela. Mas não achei berinjela, e teve que ser com o que achei!
Essa receita é baseada em uma receita de berinjela à italiana que só a minha avó sabia fazer! Ela cozinhava a berinjela direto no molho e depois adicionava queijo por cima. Ficava absolutamente incrível. Tentei chegar o mais próximo possível. O alho, o manjericão fresco e a pimenta calabresa são essenciais pra dar o ar italiano na coisa toda.

E o melhor é que dá pra fazer com quase qualquer legume:  além do maxixe e do chuchu, dá pra usar berinjela, batata, mandioquinha, abobrinha... E é bem rápido! Esta receita rende de 2 a 3 porções.



Você vai precisar de:
10 maxixes ou 1 chuchu grande
2 xícaras de molho de tomate (pode ser pronto ou feito em casa)
2 xícaras de água
2 dentes de alho
1 colher (sopa) cheia de tomate seco em flocos*
1 colher (café) de açúcar
Azeite
Pimenta calabresa, manjericão fresco e sal a gosto

Como proceder:
Descasque e pique os maxixes/chuchus da forma que preferir. Reserve.
Amasse o alho e refogue no azeite até dourar. Adicione 1 xícara do molho, misture bem, e acrescente toda a água.
Quando começar a ferver, adicione os vegetais.
Tempere com pimenta e manjericão, se quiser, adicione outros temperos.
Deixe cozinhar em fogo baixo por mais ou menos 15 minutos, ou até o maxixe ou chuchu ficar transparente.
Acrescente outra xícara de molho, misture bem, deixe ferver por mais 5-10 minutos e desligue o fogo.
Se quiser, adicione, alguns minutos antes servir, um pouco de queijo ralado (queijo de verdade, não aqueles de saquinho!) sobre o prato, para que ele derreta.
Sirva bem quente, com arroz branco ou risoto, para dar um ar mais italiano.

A minha receita foi 1/2 maxixe em rodelas e 1/2 chuchu em cubinhos

*o tomate seco em flocos eu compro na Zona Cerealista e ele já vem assim. Mas se você tiver algum outro tipo de tomate seco, você pode picar ou partir em pedaços menores e usar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mandioquinha com cebola caramelizadas com shoyu e curry

Um prato acidental. Muito simples e rápido, mas não pra qualquer paladar. Por ter sabores marcantes com shoyu e o curry juntos, esta receita tem um ar oriental e vai agradar quem gosta de sabores exóticos. Uma ótima dica para vegetarianos que tem pressa!


Daqui


Você vai precisar de:
1 mandioquinha grande ou 3 pequenas
1 cebola grande
1 colher (sopa) açúcar refinado
1/3 xícara (chá) shoyu
1 xícara (chá) água
1 colher (chá) curry
1 colher (sopa) óleo
Pimenta do reino a gosto

Como proceder:
Descasque a mandioquinha e corte em rodelas finas. Reserve.
Descasque e corte a cebola em rodelas.
Numa frigideira não muito rasa, coloque o óleo para esquentar e adicione a cebola. Refogue até começar a ficar transparente, e adicione o açúcar. Mexa instantaneamente, para não grudar no fundo e queimar. Assim que o açúcar estiver bem derretido, coloque o shoyu e a água. Misture bem.
Acrescente o curry, a pimenta e qualquer outro tempero que queira.
Adicione as rodelas de mandioquinha e deixe cozinhando com a panela tampada por aproximadamente 10 minutos, ou até a mandioquinha ficar transparente e absorver o molho escuro, que deve ficar quase seco, apenas "cremoso". Verifique se a mandioquinha está macia e desligue.
Sirva com arroz branco ou arroz integral.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Molho "funghi" de shitake

É isso mesmo! Eu e minhas lombrigas! Elas me fazem inventar cada coisa pra saciar aquele desejinho que não quer passar... Dessa vez, era desejo de Spoleto, já comeram aquele molho funghi incrível deles? Pois é, mas não dava pra ir a um Spoleto e eu só tinha shitake. Por que não?
Essa receita serve duas porções médias ou uma modesta porção de gente com fome.
Coloquei o molho sobre raviolis de queijo e fiquei com medo de ficar super enjoativo... mas que engano meu! Ficou uma maravilha!




Você vai precisar de:
+- 25g de shitake desidratado
1 onça de sake
1 cebola
2 colheres (sopa) creme de leite
1 colher (sopa) farinha de trigo
2 colheres (sopa) molho de soja
Azeite
Sal e pimenta do reino a gosto

Usei apenas 4 shitakes!


Como proceder:
Hidrate o shitake em água com o sake. Deixe hidratando por mais ou menos meia hora. Reserve a água da hidratação.
Depois de hidratado, divida o shitake em duas partes e passe-o no processador junto da cebola.
A outra parte de shitake corte em pedacinhos e reserve.
Numa panela, coloque um pouco de azeite, doure a farinha e acrescente o shitake com a cebola, e refogue bem até soltar água. Adicione o shoyu, tempere com pimenta e Aji-no-moto, e vá acrescentando colheradas da água do shitake sempre que o refogado começar a secar.
Quando a cebola estiver bem transparente e se desmanchando, acrescente o resto do shitake, misture bem, desligue o fogo e adicione o creme de leite.
Coloque sobre a massa recém-cozida e sirva com suco de uva integral ou vinho tinto.

Obs: experimente também um molho ainda mais cremoso substituindo o creme de leite por requeijão.