Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Brownie sem farinha (de feijão)

De volta à minha terra! De volta às experiências e à resiliência da minha cozinha!
Vai um brownie sem farinha de trigo? Sem aveia? Sem glúten? Acha farinha de amêndoa muito cara? Que tal feijão no lugar disso? Estranho? Sim, mas eu tentei e deu certo! Tipo, MUITO certo. Do tipo que ficou apenas o melhor brownie que já comi. Sério. E eu que não tinha feijão, fiz com grãos de soja eca! e ficou MARAVILHOSO mesmo assim. Precisa de mais provas? Acho que não, né?
Adaptei a receita daqui.



Você vai precisar de:
1 e 1/2 xícara - 1 e 3/4 - de leguminosas cozidas sem sal*
3 ovos grandes
2 colheres (sopa) de manteiga/margarina (+ pra untar)
1/4 xícara  de achocolatado em pó (se usar cacau, aumente o açúcar em 2 colheres de sopa)
1/4 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
1/2 xícara açúcar ou substituto
1/2 xícara de coco ralado
200g (1 barra) de chocolate AMARGO ou MEIO-AMARGO picado derretido
+- 50-100g de chocolate AMARGO ou MEIO-AMARGO picado (ou gotas) pra misturar na massa
50g nozes picadas

Como proceder:
Comece untando a forma (de 20x20, mais ou menos) com manteiga. Reserve.
Pré-aqueça o forno a 200C.
Derreta os 200g de chocolate e reserve.
No processador, coloque: ovos, margarina, achocolatado, sal, baunilha, açúcar, coco e bata até uniformizar. Sem parar de processar, adicione o chocolate derretido.
Se no início a massa parecer muito líquida, apenas continue batendo. Usar a margarina/manteiga sem derreter ajuda a emulsionar a massa e deixar ela mais firme.
A massa deve ficar com textura de mousse, com cara gordurosa e com furinhos.
Transfira a massa para uma tigela, misture o chocolate restante e as nozes. Passe tudo para a forma já untada e leve ao forno por 35 minutos.
Faça o teste do palito e desligue o fogo. Deixe o brownie esfriar lá dentro.
Corte em pedaços apenas quando frio.

* Bom, usei soja em grãos, cozida na panela elétrica só com água, canela em pau e umas gotinhas de vinagre pra ajudar a tirar o gosto horrível característico da soja. Você pode fazer o mesmo com feijão carioca, preto, ou branco (ou ainda a soja preta). A medida de 1 xícara e meia serve bem pro feijão, mas a soja tem menos amido, então precisou um pouco mais - por volta de 1 xícara e 3/4.

terça-feira, 18 de março de 2014

Receitas from US: Edamame Spread

Edamame é um negócio muito trendy nas famílias saudáveis nos Estados Unidos. Nada mais é que um grão de soja verde, que normalmente é vendido pré-cozido e congelado (mas também é vendido em forma de snack) nos mercados. Apesar de ser um "bean", ou seja, um "feijão", um tipo de leguminosa - e naturalmente conter uma quantidade razoável de amido - o edamame é campeão de proteína quando comparado a quase qualquer leguminosa. Essa receita, por exemplo, fica com 5 gramas de carboidratos e 6 de proteínas. Adaptada de uma receita da revista Cooking Light.


Esse spread fica bem parecido com o dip de semente de girassol. Como o edamame tem menos sabor que a semente de girassol, o sabor final depende mais dos temperos que você usa. Você pode aumentar a quantidade de manjericão, trocar por salsa e cebolinha ou outras ervas, ou fazer um pout-pourri. Você pode adicionar também seus temperos secos favoritos do tipo Sazón, glutamato monosódico, curry, enfim.

Você vai precisar de:
2 xícaras de edamame congelado sem casca
3 dentes de alho
1 punhado (aprox. 1/2 xícara) de manjericão basilicum fresco
2 colheres (sopa) de amêndoas sem pele
2 colheres (sopa) de coalhada seca 
1/4 xícara de água
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sopa) de sumo de limão
Sal e pimenta a gosto

Como proceder:
Se possível, retire o edamame do freezer com pelo menos meia hora de antecedência e deixe descongelando.
Numa frigideira grande, coloque o azeite, aqueça, e frite 2 dentes de alho amassados.
Antes que o alho fique completamente dourado, adicione o edamame todo de uma vez.
Misture bem e abaixe o fogo. Quando o edamame começar a soltar água, cubra-o com água morna e deixe cozinhar por 1-2 minutos.
Desligue o fogo, escorra e reserve.
Adicione no copo do liquidificador ou processador: 1 dente de alho, o manjericão, as amêndoas, a coalhada. Adicione o edamame cozido e escorrido.
Processe até virar uma pasta, adicionando a água aos poucos.
Finalmente, adicione o limão, o sal e a pimenta, processe mais um pouco e guarde num recipiente com tampa na geladeira.
Sirva frio, com talos de salsão ou pepinos cortados em tirinhas; ou ainda em sanduíches, torradas ou wraps.

terça-feira, 5 de março de 2013

Como dar sabor a sopas sem recorrer a caldos prontos

Eis uma batalha que muitas pessoas enfrentam diariamente no preparo de qualquer comida saudável: dar sabor sem recorrer aos famosos tabletes e sachês de caldo concentrado (e artificial). Uma vez que você descobre o quanto aquilo é pura gordura¹ e aromatizantes - com um pouco de boi liofilizado -, você nunca mais consegue usar na comida. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.
Eu comprei há alguns meses o livro Panelinha - Receitas que funcionam, da Rita Lobo, e lá explica de forma bem didática como preparar caldos caseiros (de legumes, de galinha e de músculo). Essa é a dica número 1 pra substituir os caldos artificiais, mas não se engane! Existem outras possibilidades. Listo aqui 5, da mais comum para a mais peculiar.


1) Caldos caseiros: basicamente coloque vegetais, carnes, especiarias, ervas e cogumelos (se tiver/gostar) pra ferver por um tempão, coe e guarde o líquido para usar nas sopas. Como eles rendem grandes quantidades (tipo 1, 2 litros, dependendo do volume de água inicial), eles servem como BASE para a sopa. Você não precisa colocar mais água na sua sopa, coloque o caldo direto! Dica de caldo de legumes caseiro: aqui.

2) Temperos secos: quando se fala em sopas, basicamente você pensa naquele montão de água com coisinhas boiando. Talvez essa ideia venha daquelas sopas em pó que sempre ficam boas, não importa qual o sabor (ahh, senhor caldo artificial!), então podemos usar a mesma ideia. As sopas em pó usam vegetais e ervas liofilizadas na composição, que, quando fervidas/cozidas na água, reidratam, ganhando volume e ficando quaaase parecidas com as originais, frescas e tenras. Então, usando temperos desidratados como orégano, salsa, manjericão, cebola, alho, curry, etc, você está adicionando um tipo de vegetal liofilizado mais saudável, que ajuda a dar sabor na sua sopa, sem interferir no sabor "principal" dela.

3) PTS saborizada: é algo que eu uso muito em sopas, principalmente porque não tenho o hábito de colocar carne, como a maioria das pessoas. Eu compro com frequência variedades de proteína de soja que já vem com sabor, e eu acho que na sopa é o melhor lugar pra elas ficarem. A PTS vai reidratar na água da sopa, e, na mesma proposta dos vegetais liofilizados, vai liberar sabor e ficar suculenta. Eu uso mais a de bacon e a de galinha, mas tem outros sabores, inclusive alguns 100% vegans, que são com alho, cebola, e outros temperos. Não dá pra garantir que essas PTS não tenham o caldo artificial, mas pelo menos, se contiverem, ele estará em quantidade muito menor e você ainda ganha os nutrientes da soja (além de mais volume sólido na sopa).

4) Cogumelos secos: mesma proposta dos temperos secos, mas ainda com a vantagem de adicionar volume. Se por acaso você não quiser o volume, os pedaços dos cogumelos, você pode adicionar um pedaço grande, deixar cozinhar, e quando a sopa estiver pronta, retirá-lo. Os meus cogumelos favoritos para saborizar sopas são o shitake e o funghi, até por que são os mais comuns de se encontrar secos, e tem sabor bem marcante. Por que os cogumelos secos? Bom, na minha humilde concepção, eles "concentram" mais o aroma do que os frescos, por um motivo óbvio: toda a água deles foi retirada. Você pode ainda usar os frescos, sem problemas, mas acredito que eles devem ir em grande quantidade para dar sabor, enquanto 1 ou 2 unidades (no caso do shitake) ou pedaços (no caso do funghi) já são suficientes para uma sopa de 3 ou 4 porções.
Quanto aos cogumelos em conserva, eu não recomendo o uso, a não ser que tenha um propósito específico*: a conserva costuma tirar o sabor original dos cogumelos, e quando cozidos, eles ficam mais sem gosto ainda.

5) Molhos: sim, aqueles que vem em vidrinhos de pimenta, sabe? Pode ser o próprio, de pimenta. Pode ser de alho. Pode ser "vinagrete". Pode ser de tomate seco, de pequi, de mostarda, de ervas. Esses molhos costumam levar ingredientes naturais (quando são aqueles artesanais/caseiros, não aqueles de marcas conhecidas, que levam muitos conservantes e espessantes, etc) e ter sabores bem encorpados, servindo muito bem para nossa proposta "mais sabor, menos químicos". Apenas tome cuidado com os molhos que levam muito vinagre na composição, pois, se usados em grande quantidade (uso uma média de 1 a 3 colheres de sopa), podem deixar a sopa parecendo um vinagrete!

E se você usar tudo isso junto... Êta coisa boa! Não vai precisar nem de legumes e verduras!

* Foi pensando na lendária sopa de "três cogumelos" que disse isso. Essa sopa, que tomei uma única vez num rodízio de sopas na Mooca, nunca mais saiu da minha cabeça. E, ironicamente, ela levava cogumelos de três formas diferentes: seco (funghi), fresco (shimeji) e em conserva (champignon). Foi a melhor sopa que eu já tomei na vida, e olha, eu já tomei MUITA sopa nessa vida!

¹ Se você não acredita, veja aqui.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Omelete" de tofu

Confesso que nunca pensei em fazer omelete sem ovo, até conhecer o Chubby Vegan. Dia desses, eu peguei uns grãos de soja preta e fiz um "tofu" caseiro, mas não compactado pra cortar, e sim mais "granulado", semelhante a uma ricota ou algo assim. Eu usei como base a receita n. 30 desse site.
O problema é que o gosto não ficou dos melhores, e eu acabei não usando esse "queijo" pra nada, visto que achei o gosto de soja muito forte. Daí resolvi fazer uma espécie de fritada de tofu, ou omelete vegetal, pra ver se ficava mais aproveitável, mas decidi não usar batata (que normalmente serve pra dar a liga na "massa"), então usei a linhaça hidratada pra dar aquela textura gosmenta do ovo.
Aqui deixo sugestões do que colocar na omelete para deixar um sabor interessante, mas você pode colocar o que quiser e o que tiver em casa: ervilhas, milho, cebola, manjericão, etc.

Você vai precisar de:
1 xícara de tofu granulado/moído
1 colher (sopa) cheia de farinha de linhaça dourada hidratada com 4 colheres (sopa) de água
1/2 tomate picadinho
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de champignons picados
Alho frito a gosto
Cebolinha fresca picada a gosto
Sal temperado (ou de ervas) a gosto
Pimenta do reino a gosto

Como proceder:
Misturar todos os ingredientes, certificando-se de que o tofu está sem pedacinhos, e fritar numa frigideira anti-aderente com um pouquinho de azeite. Comece com o fogo mais alto, e depois abaixe o fogo para que a fritada cozinhe por dentro sem queimar por fora. Virar para dourar os dois lados.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Curau de Abóbora com Amoras

Certa vez vi uma receita de curau de abóbora perdida por aí... Fiquei com vontade de fazer, mas acabei não fazendo, e no fim perdi a receita. E, quando me vi cheia de abóboras em casa, tive que inventar uma receita nova. Como tinha ainda algumas amoras congeladas e orgânicas, resolvi unir as duas coisas, e o resultado foi maravilhoso!
Além de tudo, como sempre, a aveia conferiu ao curau uma textura incrível e o tempo de preparo ficou ridiculamente pequeno!


Você vai precisar de:
1 abóbora rajada pequena (depois de cozida e picada, dá 1 e 1/2 xícara de chá)
1 xícara (chá) de leite (pode ser vegetal, de aveia ou de soja)
2 colheres (sopa) de açúcar*
1 colher (sopa) cheia de aveia em flocos
Canela e cravo-da-Índia em pó a gosto
Para a montagem:
Um punhado de amoras frescas ou congeladas


Como proceder:
Cozinhe a abóbora, com casca, no vapor. Se for usar a técnica do saquinho, repita a operação de 1 em 1 minuto até que ela cozinhe, sempre esperando o saquinho esvaziar e esfriar antes de voltar ao microondas.
Espere a abóbora esfriar e retire com cuidado a casca, para não desperdiçar a "polpa". Guarda a casca, pois ela serve pra fazer outras receitas (fiz um risoto).
Bata a abóbora cozida, o leite, o açúcar*, a aveia e as especiarias no liquidificador até formar um líquido cremoso.
Leve a uma panela e cozinhe no fogo baixo, sempre mexendo, até engrossar (demora uns 5 minutos). Se quiser, nesta fase, adicione coco ralado.
Assim que adquirir consistência, retire da panela e deixe amornar.


Num refratário pequeno, coloque um pouco de amoras, cubra com o curau ainda morno, intercale com mais camadas de amoras e creme até o fim. Você pode finalizar com o curau ou com as amoras.
Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. Sirva bem gelado.

*Se você não quiser adicionar açúcar, você pode preparar o curau sem, e, assim que sair da panela, você pode adoçá-lo com o adoçante da sua preferência.



Obs.: se quiser um curau mais cremoso, você pode ainda adicionar algumas colheres de creme ou doce de leite.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sopa creme de legumes com feijão vermelho (sem batata)

Mais uma dica fácil pra dietas com restrições de carboidratos. O feijão vermelho foi adicionado por puro experimentalismo, mas, na verdade, apesar de conter uma boa quantidade de carboidratos (e ainda assim não tem tanto amido quanto uma batata ou mandioquinha), ele tem quase a mesma proporção de proteínas. Além de dar cor e sabor, o feijão ajuda a dar uma encorpada na sopa, para que ela não fique aguada.
Sinta-se livre para alterar as quantidades de legumes de acordo com a sua preferência.



Você vai precisar de:
1 cenoura
1 tomate
1 cebola
1/2 berinjela grande ou 1 pequena
1/4 xícara (chá) de feijão vermelho seco
2 dentes de alho amassados
1 folha de louro
1 cubo de caldo de legumes (opcional)
1 colher (sopa) de beterraba em pó (opcional)
Sal e pimenta a gosto
Água

Como proceder:
Escolha, lave e deixe o feijão de molho (não precisa ser com horas de antecedência).
Lave os legumes. Com uma faca de serra, raspe a cenoura pra tirar o "grosso" da casca. Dessa forma você preserva a maior parte do legume. Corte em rodelas.
Retire o pedúnculo do tomate e corte em pedaços grandes.
Faça o mesmo com a berinjela.
Descasque a cebola e corte em rodelas ou cubos.
Numa panela de pressão, coloque um pouco de azeite e refogue o alho. Quando estiver dourado, adicione a  cebola e refogue até murchar.
Acrescente o tomate, misture até começar a soltar água, e adicione 1 litro de água. Deixe começar a ferver.
Adicione o feijão, sem a água, coloque o caldo e os temperos e tampe a panela. Deixe cozinhar na pressão por 20-30 minutos.
O feijão não vai ficar 100% mole, mas não tem problema! Deixe a sopa esfriar e bata no liquidificador por uns 5 minutos, junto da beterraba em pó (se for usar), até não sobrar mais casquinhas do feijão. Nessa fase adicionei também uma colherada de PTS sabor bacon, mas acho que nem era necessário (nem pelo sabor, nem pela consistência).
Volte o creme para a panela, adicione mais temperos, se quiser, e acerte o sal.
Sirva bem quente e, se gostar, com pimenta calabresa moída.

Obs.: se você estiver fazendo dieta de restrição de carboidratos à noite, não coloque na sopa macarrãozinho, batata, mandioquinha, mandioca, abóbora ou farinhas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pirão Vegetariano com Abobrinha

Eu nunca tinha feito pirão na vida quando inventei esse. Eu não sei até que ponto a receita segue as "normas", mas ficou muito boa. Tão boa que eu tive que comer esse pirão puro com bastante pimenta numa noite fria, foi um jantar bastante satisfatório e completo, sem nem uma gotinha de óleo.
Na minha receita "original" eu coloquei um pouco de frango desfiado, mas como achei que teria ficado melhor sem, resolvi transformar o pirão em algo vegetariano e substituir por um pouquinho de PTS.
Essa receita rende entre 4 e 5 porções bem fartas.

Você vai precisar de:
1 litro de água
1 xícara (chá) de farinha de mandioca fina crua
Quanto baste de PTS clara hidratada e desfiada
Quanto baste de purê de abobrinha
Curry
Tempero baiano
Coentro fresco picado
Pimenta calabresa
Alho frito e cebola desidratada
Beterraba em pó (opcional, você pode substituir por colorífico)
1 tablete/envelope de caldo de legumes (opcional)
Sal a gosto

Como proceder:
Dissolva a farinha na água e leve ao fogo médio, mexendo bem até começar a engrossar, e então abaixe o fogo.
Junte o resto dos ingredientes (lembre de caprichar na pimenta!) e continue mexendo até o pirão ficar bem transparente, por mais ou menos 20 minutos.
Para servir, uma opção para reforçar a proteína é adicionar cubos de queijo branco no recipiente que você vai servir e cobrir com o pirão.

Obs.: se você não gostar ou não quiser colocar a PTS, uma ideia é substituí-la por cogumelos. Eu colocaria shitake bem picadinho, mas fica a seu critério!

Obs.2: o purê de abobrinha pode ser substituído também, por algum outro que não seja muito rico em carboidratos, como de berinjela, chuchu, repolho e até cenoura. Você ainda pode aproveitar sobras da refeição anterior, como um refogado de couve, brócolis ao alho e óleo, etc.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sopa de Grãos de Soja Preta com Verduras


Eu sei que parece nome de prato mal traduzido em cardápio de restaurante chinês, mas releve.
É mais uma daquelas que surgem de surpresa... ao final de uma história de improviso.
Eu estava em um momento de dieta com mínimo de carboidratos possível, e naquela loucura de se desdobrar em 10 pra criar algo pra um jantar - num dia frio - sem batatas, farinhas, massa ou coisa do gênero, cheguei nessa sopa. Ela se assemelha bastante a uma sopa de feijão de avó, mas optei por fazê-la mais rala e com verduras ao invés de legumes, e sem macarrão, claro.
As medidas são aproximadas. Como eu queria algo exótico, me joguei nos condimentos improváveis, mas se quiser você pode excluí-los ou substituí-los por outras coisas.

Você vai precisar de:
1 xícara de soja preta em grãos
Cravo-da-Índia e canela em pau
Aveia em flocos
Verduras: alface, acelga, repolho, couve
Cebola picada em tiras
Tomate e pimentão sem sementes
Cebolinha
PTS miúda sabor bacon e sabor cebola

Como proceder:
Primeiro, cozinhei por aproximadamente 20 minutos na pressão a soja com água, um pouco de sal, uns 2 cravinhos da Índia e uns pedacinhos de canela. Escorri (guardando o caldo), e separei em duas partes, sendo que uma congelei para uso posterior (fiz um kibe de forno).
A primeira metade dos grãos, juntei o caldo do cozimento e mais aproximadamente 1/2 litro de caldo de legumes (do cozimento de batatas e cenouras com alecrim) e bati no liquidificador, juntando 1 colher de sopa de aveia.
O caldo da sopa está pronto, apenas tempere e acerte o sal (caprichei no tempero baiano e na pimenta do reino). Não é preciso peneirar.
Coloquei as PTS e deixei hidratando no caldo enquanto fervia um pouco.
Como eu tinha do almoço uma verdurada pronta (com acelga, alface, repolho, couve, cebola, tomate, pimentão, cebolinha, alho e shoyu), apenas adicionei ao caldo e desliguei o fogo.
Se você for colocar as verduras frescas e o tomate, a cebola, o pimentão e a cebolinha, adicione-os, abafe com a tampa da panela, deixe o caldo fervendo até eles murcharem e reduzirem, cozinhe por mais uns 5 minutos e desligue.
Na hora de servir, coloquei no prato uns cubinhos de queijo branco, combinou muito bem!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Alface refogada com molho de alga

Bom, não me perguntem como eu cheguei nisso. Eu sei que foi uma estonteante surpresa o resultado.
Passei nesse site de um restaurante chinês e vi, entre milhares de coisas estranhas, uma entrada que consistia em "alface refogado com molho de ostra", e achei que seria uma finalidade excelente para os 2 pés de alface americana que eu tinha na geladeira pedindo para serem lembrados nesse frio. Parece bastante aprazível, não? E é mesmo.



A minha receita me surpreendeu muito, e não só pelo sabor divino, mas pela facilidade do preparo. O molho - que não é de ostras - vai sobrar (é bem difícil fazer uma quantidade menor), então você pode guardar na geladeira pronto por umas 2 semanas, e da próxima vez que fizer esse prato, ele ficará pronto em 10 minutos!

Além de rápida, essa receita é vegana e possui poucas calorias e carboidratos. Para um prato mais elaborado, você pode acrescentar ao molho cebolas e alguns cogumelos orientais, como shimeji e shitake, que com certeza combinarão muito bem com a receita.
Ah, tenha em casa gergelins preto e branco tostados e bacon de soja, pois eles não só decoram o prato, mas também adicionam um sabor e textura indispensáveis.


Você vai precisar de:


Para o refogado
1 pé de alface americana picada em pedaços grandes e irregulares (não fica muito legal picar muito fininho)
Alho "pronto" a gosto (usei 1 colher de sopa, pois sou meio garlic addicted e estava sem alho fresco)
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim ou azeite
Pimenta do reino a gosto

Para o molho
1/2 xícara (chá) de molho shoyu light
1 xícara (chá) de água
1/2 folha de alga nori (de fazer sushi/temaki) picada
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) de melado de açúcar ou mel (dependendo da sua dieta)
Pedaço de gengibre ralado
Wasabi, pimenta do reino e Aji-no-moto a gosto
Mix de gergelins torrados e PTS sabor bacon* para salpicar sobre o prato


Como proceder:
Prepare o molho primeiro, dessa forma a alface não murcha enquanto você o prepara e fica mais fresca na hora de servir.


Molho
Numa panela larga (tipo frigideira, para cozinhar mais rápido), coloque todos os ingredientes antes de acender o fogo. Misture bem.
Com o fogo alto, misture até as algas começarem a derreter, e abaixe o fogo no mínimo.
Neste ponto a alga vai começar a exalar um forte cheiro de mar, mas não se preocupe pois o gosto fica bem suave, apesar disso.
Misture constantemente, sem parar de mexer, até o molho reduzir e as algas ficarem praticamente dissolvidas (elas ficam parecendo uma gelatina empelotada).


Textura do molho.


Refogado
Esquente numa frigideira o óleo/azeite. Adicione o alho, abaixe bem o fogo, e frite-o uniformemente até dourar. Adicione a alface picada e a pimenta, envolva-as no óleo com azeite, misture bem e refogue por 3-5 minutos, até que murche e reduza metade do volume.
Não deixe cozinhar demais e ficar amarelada.

Para servir, coloque a alface refogada num prato, cubra com um pouco do molho e salpique sobre tudo um mix de gergelins e bacon de soja.
Comer com hashis dá um toque especial!

Rende 2-3 porções (o molho rende 4-6).


*Tanto os gergelins preto/branco quanto a PTS saborizada (existe sabor bacon, carne, galinha, cebola, ervas...) podem ser comprados na Zona Cerealista, em São Paulo. Eu costumo comprar na loja Cerealista Bom Chá, mas tem outras lojas com bons preços (para fins de informação: pago R$ 7,80 o kg da PTS de bacon). Comprando a granel sai muito mais barato!

Obs.: com a mesma receita, você pode variar fazendo o refogado com acelga ou chingensai! Experimente!

Obs.2: é IMPORTANTE que você faça essa receita na hora de comer! Depois ela fica amarelada, murcha e sem graça, além de perder todos os nutrientes.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Sopa cremosa de batata com feijão branco

Você vai precisar de:
2 batatas grandes (usei 1 inglesa e 1 doce)
1 xícara (chá) de feijão branco cozido
2 xícaras (chá) de caldo do cozimento do feijão
1/3 de xícara (chá) de PTS sabor bacon*
2 folhas de louro
Pimenta do reino, sal e temperos verdes a gosto

Como proceder:
Descasque e pique as batatas em pedaços irregulares, tentando "quebrar" os pedaços ao invés de fazer um corte reto com a faca (este procedimento ajuda a batata a liberar o amido, e consequentemente engrossar mais a sopa).
Numa panela de pressão, cozinhe a batata com água suficiente para cobrir 2/3 do volume, pelo menos.
Depois de cozida, deixe a batata amornar e leve ao liquidificador com o feijão, o caldo de feijão e a PTS. Bata  bem, até não sobrar nenhum pedacinho ou casquinha de feijão.
Volte a sopa para a panela e adicione o louro. Deixe ferver, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo, acerte o sal e tempere.
Sirva bem quente e acompanhada de torradas (Crocantíssimo cai muito bem), queijo ralado, salsinha fresca picada e/ou pimenta.

* se não tiver ou não gostar de PTS saborizada, use um sachê de tempero para feijão.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sopa creme de batata, mandioquinha e shitake


Você vai precisar de:
1 batata grande
1 mandioquinha
2 colheres de sopa de PTS miúda
2/3 shitakes desidratados (usei um grande e um pequeno e foi suficiente)
2 dentes de alho
Água
Azeite
Sal a gosto
Temperos a gosto (usei: zathar, pimenta do reino e Aji-no-moto somente)

Como proceder:
Descasque a mandioquinha e corte em pedaços desiguais, mas não muito grandes. Faça o mesmo com a batata (não é preciso descascar [mas lembre-se de lavar muito bem a casca, hein?]).
Cozinhe ambas em mais ou menos 1 litro de água com um pouco de sal. Quando estiverem bem macias, desligue o fogo e adicione os shitakes e a PTS para que hidratem. Tampe a panela e deixe arrefecer dessa forma.
Enquanto esfria, em outra panela doure bem o alho amassado em um pouco de azeite. Reserve.
Bata a batata, a madioquinha, o shitake e a água no liquidificador. Não bata muito, deixe sobrarem alguns pedacinhos bem pequenos dos cogumelos. De início, a sopa fica com uma cor acinzentada bem estranha, mas depois ela adquire cor de molho funghi.
Despeje essa mistura na panela com o alho dourado, ferva por 5-10 minutos*, acrescente os temperos, acerte o sal e sirva bem quente.

*Evite cozinhar demais preparações com shitake, pois ele acaba perdendo todo seu sabor peculiar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capeletti ao molho de iogurte

Essa definitivamente é uma refeição rápida. Se você usar capeletti fresco recheado, provavelmente só vai precisar aferventá-lo, e o resto fica pronto em 5 minutos. Essa receita de molho serve duas porções de capeletti, então se for servir a família toda, dobre ou triplique a receita.

Com bacon vegetal!

Você vai precisar de:
1 xícara de iogurte natural
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de água
1 colher de chá de amido de milho
2 dentes de alho (usei em conserva)
2 col. sopa de azeite
Hortelã desidratada (pode ser a de fazer chá) a gosto
Pimenta calabresa, aji-no-moto e sal a gosto

Como proceder:
Amasse os dentes de alho e frite-os no azeite até dourar. Abaixe o fogo e acrescente o leite.
Misture o amido de milho na água e adicione ao leite, misturando bem.
Adicione os temperos: hortelã, pimenta, etc. Misture e deixe aquecer bem.
Por último, adicione o iogurte, misture bem até incorporar todos os ingredientes e desligue o fogo. Evite deixar ferver o molho para não coalhar (eu tenho mão péssima pra lidar com leite quente, sempre coalha na minha mão, então não vacilo).
Coloque o capeletti já "cozido" num refratário pequeno e cubra com o molho (não precisa cobrir totalmente, mas deixe poucas parte de massa para fora).
Você pode aquecer por 3 minutos no seu microondas, ou levar ao forno em temperatura média-baixa por 15 minutos. Eu fiz no microondas e ficou perfeito.
Se quiser, polvilhe por cima queijo parmesão ralado na hora ou bacon vegetal.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Histórias de Improviso: Bolinho de Arroz e Feijão [vegan!]

Eu adoro feijão. Mas confesso que, quando ele é preparado normalmente para comer com arroz, eu canso dele no segundo dia. Depois fica com gosto de "requentado", sabe? Mas isso nem vem ao caso.
O caso é que numa sexta-feira de chuva resolvi pegar tudo que sobrou de arroz e de feijão da semana toda e bater no processador. E o resultado foi esse. Mais uma receita sem medidas, me desculpem. Mas quando se trata de reaproveitamento, a coisa é no feeling mesmo!

Lindinhos da mamãe!
Misturei tudo o que restava de arroz cozido com feijão cozido, com caldo e tudo, no processador. Bati bem.
Parece mentira que partiu disso, né?
Adicionei uma colher de farinha de linhaça dourada (já hidratada com um pouco de água), uma pitada de pimenta calabresa, meia xícara de PTS sabor bacon (nem gosto de bacon, mas abri uma exceção [se você for vegan, provavelmente vai gostar menos ainda]), aji-no-moto e uma colherzinha de zathar. Bati de novo, até incorporar tudo.


Transferi a mistura para uma vasilha. Adicionei 1 colher de sopa de farinha de arroz e um pouco de azeite, só umas gotinhas. Misturei bem com um garfo, até a massa ficar moldável.
Com uma colher, fui retirando pouquinhos da massa e fazendo bolinhas (a massa gruda na mão mesmo, você vai precisar da ajuda da farinha ou azeite pra conseguir modelar bem) e empanando em fubá mimoso. Essa escolha foi meio aleatória, pois não tinha farinha de rosca (nunca tem!) e essa era a que parecia mais apropriada. No final, acabou sendo interessante pra gerar uma casquinha mais sequinha nos bolinhos.


Dispus os bolinhos em uma forma grande untada com óleo, mas acho que nem precisava. Levei ao forno médio pré-aquecido e deixei por uns 25 minutos, virando e deixando por mais uns 10 minutos. Você pode virar os bolinhos assim que ver que eles estão "rachando".



Depois de prontos, os bolinhos podem ser consumidos puros, que foi o que fiz, acompanhado de um chá verde geladinho. Ainda, você pode congelá-los e utilizá-los sempre que quiser, assando-os no forno novamente, fritando em imersão ou até cozidos em molho, como se fossem almôndegas. Não é uma ótima ideia?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Purê de banana e abacate (café da manhã)

Ótima opção vegana pro café da manhã! Eu mesma recomendo, é gostoso e fácil de fazer.

Você vai precisar de:
1 banana grande
1 pedaço de abacate (normalmente uso a "tampinha" dele, logo que abro)
1 colher de sobremesa de farinha de linhaça/aveia
2 colheres de sopa de iogurte de soja (opcional)

Como proceder:
Amasse a banana e o abacate (sem a casca, por favor!).
Se quiser, misture o iogurte para que o purê fique mais cremoso.
Salpique a farinha por cima, ou misture tudo e sirva.

Dica: 
Com esse calor, deixe as frutas na geladeira para preparar o purê, vai ficar muito mais agradável consumí-lo gelado!

Obs.: você pode ainda acrescentar ingredientes para incrementar, como canela, açúcar mascavo, gotinhas de limão, mel/melado, etc.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Morangos em calda (de pêssego)

Mais uma história de improviso. Se você já usou pêssegos em calda pra alguma coisa, deve ter se deparado com um copo de calda de pêssegos sobrando. Pois então. Usei uma lata de pêssegos em calda light e guardei a calda, resultando nisso aí.

Você vai precisar de:
Calda de 1 lata de pêssegos em calda
1 caixinha de morangos
Adoçante a gosto

Como proceder:
Bem, ao contrário do pêssego em calda normal, o light tem uma calda levemente doce. Então comece adoçando esta calda. Adicione adoçante a seu gosto e prove: deve estar muito doce.
Lave muito bem os morangos, tire os cabinhos e folhinhas e coloque-os nessa calda. Envolva bem os morangos na calda e tampe o recipiente.
Deixe gelar por pelo menos 24h.
Para consumir, uma dica é colocar os morangos numa taça e cobrir com um pouco de iogurte natural (que pode ser de soja). Eles ficam bem docinhos, até mesmo os menos maduros!

Observação importante: nunca guarde a calda na própria lata! A lata possui substâncias que "estragam" o que quer que esteja enlatado, depois de aberta. Guarde a calda e os morangos em uma tigela com tampa que vede bem.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Patê de Tofu (vegan!)

Como disse no post de Mousse de Chocolate com Tofu, eu usei duas colheres de sopa do tofu batido para fazer um patê. E aí está! É só uma sugestão, né? Você pode decidir as quantidades e os temperos.
*sem medidas mais uma vez, sorry*



Você vai precisar de:
Tofu batido
Pepino fresco ralado
Cenoura crua ralada
Cebola ralada
Alho triturado em conserva
Azeite
Sal
Usei de tempero: salsa fresca picada, pimenta do reino, manjericão desidratado e um vinagre aromatizado caseiro*

Como proceder:
Se você já está com o tofu batido em mãos, adicione os ingredientes ralados e triturados, acrescente um fio de azeite e tempere com sal e seus temperos favoritos! Está pronto pra comer com torradas, cream crackers, pão sírio, etc.



*Meu vinagre aromatizado surgiu de uma mistura de pimentas vermelhas frescas, dentes de alho sem casca, pedacinhos de cebola e um raminho de alecrim fresco com vinagre de vinho branco! O interessante do vinagre nesta receita é que a acidez dele disfarça o sabor de soja do tofu.

Ps.: antes de qualquer acusação, esse vinagre não é apimentado, não! Juro que, nesses (no máximo) 2 meses que ele está assim na geladeira, eu consigo usá-lo inclusive em saladas normalmente sem nem deixar picante! O aroma é divino e faz toda a diferença. Da pimenta, só fica o sabor.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Shake Light (para o café da manhã)

Que tal substituir as calorias do pão com manteiga, das torradas caseiras, do café com leite... por isso aqui?
Bastante nutritivo e saboroso, esse shake tem em média 200kcal.

Você vai precisar de:
125ml de leite de soja (usei o em pó)
75ml de iogurte desnatado (pode ser de soja também)
1 colher de sopa cheia de gelatina diet/light pronta
1 colher de chá de farinha/farelo de aveia
1 castanha do pará
Adoçante a gosto

Como proceder:
Bata tudo no liquidificador, de preferência com pedras de gelo, para ajudar os sólidos a se desmancharem.
Se preferir, passe o shake numa peneira fina para retirar o "farelo" de castanha do Pará (eu aconselho tomar assim mesmo, pra não perder nutrientes, é só tomar com cuidado para não engasgar!).

domingo, 27 de novembro de 2011

Histórias de Improviso: Mousse de Chocolate com Tofu

O improviso aqui foi mais pela natureza repentista da coisa. Eu vi a receita no blog Não Contém Gluten e fiquei de comprar tofu para fazer... e esqueci.
Então minha mãe comprou um tofu pequenininho e eu aproveitei para fazer a experiência.
Ficou uma delícia e a textura é incrível! Só achei que podia ter colocado mais adoçante.
O legal dessa receita é que não leva absolutamente NADA de leite condensado ou creme de leite, se tornando imensamente saudável, ainda mais se você usar chocolate meio amargo.
Ainda vou testar fazer mousse maracujá ou limão com tofu e conto como foi!


Usei:
2/3 de um tofu (mais ou menos)
1 barra de 110 gramas de chocolate aerado Hershey's (era o que eu tinha; você pode usar meio amargo, mas quis usar esse por ser mais doce)
+- 1 xícara de água (o tofu não era soft, então precisei de água pra conseguir bater no meu liquidificador molenga)
1 colher de sopa de achocolatado
Canela em pó, essência de baunilha e adoçante a gosto

Como fiz:
Primeiro, bati o tofu com a água, sempre ajudando com uma colher. Desse tofu batido, tirei 2 colheres de sopa e separei para fazer um patê (receita em breve!).
Derreti o chocolate no microondas mesmo e adicionei ao tofu batido, juntando a baunilha, a canela e o adoçante.
Bati por mais um tempo e, ao experimentar, percebi que o gosto de soja ainda era forte. Então adicionei uma colher de achocolatado (Toddy, por ser mais doce) em pó e bati mais.
Deixei bater o máximo que meu liquidificador aguentou, e passei o conteúdo para um refratário pequeno (15x15), salpiquei com um pouco de achocolatado e levei a geladeira por mais ou menos 3 horas.

Olha essa textura!

Ainda consegui fazer um patê com tofu!






terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bolo de chocolate com chia

Já comentei algumas vezes que uso chia ao invés de linhaça nas receitas veganas... mas não é nenhuma preferência, é o que eu tenho aqui. A chia é muito parecida com a linhaça, inclusive em teores nutricionais, mas não possui gosto de nada! Por isso acredito que seja um alimento bem versátil: uso em saladas, bolos, mousses, etc.
Peguei uma receita antiga de bolo de chocolate e adaptei pra colocar a chia... ficou super gostoso, parecido com um brownie, com aquela textura firme e uma casquinha mais crocante em volta! Só que não coloquei nozes... Numa próxima farei algo mais voltado pro brownie e posto a receita também!

Olha o chocolate derretendo ali, gente!


Você vai precisar de:

1 xícara de leite morno (usei de soja em pó)
3 colheres de sopa de farinha de chia
4 colheres de sopa de margarina derretida
1 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
2/3 de xícara de chocolate meio amargo picado ou em gotas
Essência de baunilha (opcional)

Como proceder:
Derreta o chocolate e hidrate a chia com meia xícara de água.
Pré-aqueça seu forno e unte a forma.
Adicione ao chocolate derretido o leite morno, a margarina derretida e a chia hidratada (e a baunilha, se for usar).
Misture bem, formando uma pasta mole.
Adicione o açúcar e misture até dissolver.
Acrescente a farinha de trigo e o fermento e bata bem (se possível, com uma batedeira).
Untei a minha forma com farelo de trigo, ficou interessante, formando uma casquinha crocante. Adicione a massa na forma untada e leve ao forno médio por mais ou menos 25 minutos (varia dependendo do forno).
Ao retirar do forno, desenforme se quiser e use a cobertura da sua preferência.
No meu caso, salpiquei com confeitos coloridos a massa antes de levar ao forno, e quando tirei, ainda bem quente, coloquei algumas gotas de chocolate por cima, para que derretessem!

Dica: esse bolo é muito bom quando quente! Ideal pra servir um pedaço com uma bola de sorvete, como se fosse um petit gateau ou brownie mesmo!

Obs.: se você não usar o chocolate meio amargo, diminua o açúcar da receita! Mesmo usando chocolate meio amargo, coloquei apenas uma colher de sopa de açúcar e achei que ficou ótimo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Iogurte de Soja

Bem, como prometido, aqui está! Mas além de uma receita pra simples consulta, tentarei colocar aqui algumas avaliações com relação aos meus erros e acertos ao executar o procedimento do iogurte.


Você vai precisar de:
1 litro de leite de soja
1 envelope de fermento lácteo (usei o da marca Bio Rich)
1 tigela grande com tampa
1 panela ou leiteira
1 isopor ou outro material isolante de calor


Como proceder:
Comece fervendo 400ml do leite. Os outros 600ml você pode colocar na tigela em temperatura ambiente.
Quando levantar fervura, retire o leite do fogo e misture ao leite frio.
Adicione o fermento lácteo e misture bem até dissolver tudo.

Isso é TUDO o que vem dentro do envelope de fermento.
Feche a tigela e coloque em um isopor ou material isolante para manter a temperatura.
Aguarde entre 4 e 6 horas, até adquirir consistência, e leve à geladeira.
Consumir de preferência em até 3 dias (mas eu já deixei mais tempo que isso na geladeira e não estragou).



Observações relevantes:
1) Tive a impressão de que o fermento é um pouco mais difícil de dissolver no leite de soja do que no de vaca. Mas não passa de uma impressão, não tenho certeza se procede.
2) Talvez pelo motivo acima ou por outro, o iogurte não ficou tão consistente quanto o feito com leite animal.
3) Coloquei uma colher de leite de soja em pó na fervura, pra garantir melhor consistência, mas acho que não fez efeito.
4) Na embalagem do fermento diz que pra adoçar o iogurte, o ideal é que seja feito depois de pronto. Como o leite de soja já possuía açúcar, pode ser que alguma coisa tenha interferido na fermentação do iogute e o ideal seria usar um sem açúcar.
5) Pela razão do açúcar e do aroma de baunilha, esse iogurte acaba não sendo usado em receitas salgadas, se tornando menos versátil que o totalmente "natural".

Bem líquido antes!

Erros:
1) Fiquei com preguiça de pegar um isopor e coloquei a Tupperware dentro de uma sacola plástica bem grossa, fechei bem e guardei no forno desligado por 4 horas. Acredito que se eu usasse um papel alumínio ou o isopor propriamente, teria mantido melhor a temperatura e a consistência poderia ter ficado melhor.
2) Como sou ansiosa, tirei o iogurte do "quentinho" depois de 4 horas exatamente, chequei a textura e coloquei na geladeira. Talvez se eu tivesse deixado uma horinha mais fora da geladeira, tivesse dado mais tempo pra fermentação acontecer.

Cremosinho depois!
Acertos:
1) Usei um leite de soja de caixinha, desses que possuem açúcar e baunilha. Ao mesmo tempo em que isso pode ter prejudicado a fermentação do iogurte, vi vantagem pois, pra consumir de manhã com cereal, praticamente dispensou a necessidade de adicionar adoçante, como faço com o iogurte natural de leite animal.
2) Achei que o sabor ficou até melhor que o de iogurte animal PURO, pois já tem aroma de baunilha. Em compensação, usei esse iogurte em uma receita de bolo e já achei que o sabor não ficou nem um pouco marcante.