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quarta-feira, 24 de abril de 2013

"Macarrão" de abobrinha

Primeiramente, devo essa maravilhosa ideia à uma linda que faz dieta paleolítica e mudou minha vida: Vivian! Afogar as mágoas na massa NUNCA MÁS! #ETAGOD
Pra quem gosta de macarrão por ele não ter gosto de nada, já aviso: essa receita não é pra você. Pra comer uma macarronada de abobrinha e ficar feliz você deve ser apreciador dos sabores da natureza. ÓBVIO que tem gosto de abobrinha, mas garanto que fica maravilhoso com qualquer molho! Não deixem de tentar!

Você vai precisar de:
2 abobrinhas italianas (as mais compridas que você conseguir)
1 colher (sopa) de margarina ou manteiga
1 colher (sopa) de molho de alho (opcional)
Aji-no-moto (opcional)
Sal
Molho da sua preferência

Você vai precisar também de:
1 cortador/ralador de vegetais*
1 saquinho para congelar alimentos
1 microondas
1 frigideira e 1 fogão (hahah!)

Como proceder:
Primeiro, lave bem as abobrinhas. Com uma faca de serrinha, raspe a parte verde da casca para tirar o "grosso". Eu só costumo fazer isso, ao invés de descascar os legumes.
Retire os talos das abobrinhas e corte/rale.
Lembre-se de fazer isso no sentido do comprimento, pois assim você conseguirá "fios" mais compridos. Dá mais trabalho ralar assim do que do jeito "comum", mas garanto que isso faz toda a diferença.
Se sobrar um pedacinho de abobrinha impossível de ralar/cortar, corte em tirinhas fininhas com uma faca bem afiada e junte ao resto.
Coloque a abobrinha cortada em uma peneira e polvilhe com sal, mexendo e espalhando-o uniformemente. Deixe escorrer por uns 10 minutos, se você colocar a peneira sobre um copo ou uma tigela, vai ver que sai um monte de água! Essa etapa de salgar e escorrer é importante pra que a abobrinha não fique soltando água depois!
Agora é hora de cozinhar no vapor. Pegue seu saquinho de congelar, seu microondas e siga as instruções daqui, mas cozinhe por 1 + 1/2 + 1 minutos. Retire o saquinho do microondas, retire a abobrinha e volte para a peneira (mais líquido escorrerá).
A abobrinha está cozida e al dente (importante!). Agora você só precisa deixá-la mais apetitosa, independente de usar molho ou não.
Leve a manteiga à frigideira e misture o molho de alho. Quando derreter e começar a levantar bolhinhas, adicione a abobrinha e misture bem para envolver tudo. Acerte o sal, tempere, se quiser, e sirva com o molho da sua preferência! Eu já usei molho de tomate bem tradicional estilo da nonna, mas também usei molho rosé com queijo e na próxima vou tentar um molho branco bem cremoso!



*O meu cortador é um "mandolin" da marca La Cuisine, ele é bem afiado e versátil, corta em rodelas, tirinhas e em várias espessuras. Mas você pode usar um ralador grosso comum, um processador que rala ou até mesmo cortar manualmente.

Rende: 2 porções do tamanho da foto.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sopa de batata e shitake OU sopa mais simples e gostosa do mundo

Parece que meu blog ta virando o blog das sopas, mas não. É que eu só gosto MUITO de sopa, e ultimamente esse tem sido meu prato do jantar. Essa sopa é fresquinha, acabei de inventar (com base nessa, claro). A sopa é uma delícia, você não precisa investir em mil temperos, e é muito leve, simples e rápida de fazer. Com uma panela de pressão ela vai ficar pronta em meia hora!

Depois coloco uma foto da sopa! Imagem daqui

Você vai precisar de:
5 batatas médias ou 3 grandes
4~5 shitakes secos
1 pedaço de funghi secchi (opcional)
2 dentes de alho bem amassados
1/2 colher (café) de curry
Alecrim e pimenta do reino a gosto
Sal a gosto
1 colher (sopa) de azeite

Como proceder:
Primeiro, lave bem as batatas, esfregando as cascas com uma escova apropriada. Corte-as em cubinhos sem tirar a casca. Reserve.
Numa panela de pressão, doure o alho: coloque o azeite, aqueça, acrescente o alho e refogue até dourar.
Acrescente a batata picada, adicione meio litro de água, coloque um raminho de alecrim, metade dos shitakes, o curry, o sal e coloque para cozinhar na pressão.
Eu contei 8 minutos desde que fechei a panela e desliguei o fogo.
Espere sair a pressão da panela e abra. Retire o raminho de alecrim.
Passe para o copo do liquidificador: os shitakes inteiros (que foram cozidos com a batata), o funghi (se você colocou), 1/3 dos cubinhos de batata cozida, parte da água e complete com mais ou menos 500 ml de água. Bata até liquidificar tudo.
Volte a mistura batida à panela, misture bem, acerte o sal e os temperos. Deixe cozinhando em fogo bem baixo.
Enquanto isso, pique os shitakes (ainda secos) em pedaços bem pequenos (quando hidratarem vão dobrar de tamanho) e acrescente à sopa.
Deixe a sopa cozinhar até estar com a textura, sabor e cor do seu gosto.

Rende: 4 ou 5 porções de gente com fome!

terça-feira, 5 de março de 2013

Como dar sabor a sopas sem recorrer a caldos prontos

Eis uma batalha que muitas pessoas enfrentam diariamente no preparo de qualquer comida saudável: dar sabor sem recorrer aos famosos tabletes e sachês de caldo concentrado (e artificial). Uma vez que você descobre o quanto aquilo é pura gordura¹ e aromatizantes - com um pouco de boi liofilizado -, você nunca mais consegue usar na comida. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.
Eu comprei há alguns meses o livro Panelinha - Receitas que funcionam, da Rita Lobo, e lá explica de forma bem didática como preparar caldos caseiros (de legumes, de galinha e de músculo). Essa é a dica número 1 pra substituir os caldos artificiais, mas não se engane! Existem outras possibilidades. Listo aqui 5, da mais comum para a mais peculiar.


1) Caldos caseiros: basicamente coloque vegetais, carnes, especiarias, ervas e cogumelos (se tiver/gostar) pra ferver por um tempão, coe e guarde o líquido para usar nas sopas. Como eles rendem grandes quantidades (tipo 1, 2 litros, dependendo do volume de água inicial), eles servem como BASE para a sopa. Você não precisa colocar mais água na sua sopa, coloque o caldo direto! Dica de caldo de legumes caseiro: aqui.

2) Temperos secos: quando se fala em sopas, basicamente você pensa naquele montão de água com coisinhas boiando. Talvez essa ideia venha daquelas sopas em pó que sempre ficam boas, não importa qual o sabor (ahh, senhor caldo artificial!), então podemos usar a mesma ideia. As sopas em pó usam vegetais e ervas liofilizadas na composição, que, quando fervidas/cozidas na água, reidratam, ganhando volume e ficando quaaase parecidas com as originais, frescas e tenras. Então, usando temperos desidratados como orégano, salsa, manjericão, cebola, alho, curry, etc, você está adicionando um tipo de vegetal liofilizado mais saudável, que ajuda a dar sabor na sua sopa, sem interferir no sabor "principal" dela.

3) PTS saborizada: é algo que eu uso muito em sopas, principalmente porque não tenho o hábito de colocar carne, como a maioria das pessoas. Eu compro com frequência variedades de proteína de soja que já vem com sabor, e eu acho que na sopa é o melhor lugar pra elas ficarem. A PTS vai reidratar na água da sopa, e, na mesma proposta dos vegetais liofilizados, vai liberar sabor e ficar suculenta. Eu uso mais a de bacon e a de galinha, mas tem outros sabores, inclusive alguns 100% vegans, que são com alho, cebola, e outros temperos. Não dá pra garantir que essas PTS não tenham o caldo artificial, mas pelo menos, se contiverem, ele estará em quantidade muito menor e você ainda ganha os nutrientes da soja (além de mais volume sólido na sopa).

4) Cogumelos secos: mesma proposta dos temperos secos, mas ainda com a vantagem de adicionar volume. Se por acaso você não quiser o volume, os pedaços dos cogumelos, você pode adicionar um pedaço grande, deixar cozinhar, e quando a sopa estiver pronta, retirá-lo. Os meus cogumelos favoritos para saborizar sopas são o shitake e o funghi, até por que são os mais comuns de se encontrar secos, e tem sabor bem marcante. Por que os cogumelos secos? Bom, na minha humilde concepção, eles "concentram" mais o aroma do que os frescos, por um motivo óbvio: toda a água deles foi retirada. Você pode ainda usar os frescos, sem problemas, mas acredito que eles devem ir em grande quantidade para dar sabor, enquanto 1 ou 2 unidades (no caso do shitake) ou pedaços (no caso do funghi) já são suficientes para uma sopa de 3 ou 4 porções.
Quanto aos cogumelos em conserva, eu não recomendo o uso, a não ser que tenha um propósito específico*: a conserva costuma tirar o sabor original dos cogumelos, e quando cozidos, eles ficam mais sem gosto ainda.

5) Molhos: sim, aqueles que vem em vidrinhos de pimenta, sabe? Pode ser o próprio, de pimenta. Pode ser de alho. Pode ser "vinagrete". Pode ser de tomate seco, de pequi, de mostarda, de ervas. Esses molhos costumam levar ingredientes naturais (quando são aqueles artesanais/caseiros, não aqueles de marcas conhecidas, que levam muitos conservantes e espessantes, etc) e ter sabores bem encorpados, servindo muito bem para nossa proposta "mais sabor, menos químicos". Apenas tome cuidado com os molhos que levam muito vinagre na composição, pois, se usados em grande quantidade (uso uma média de 1 a 3 colheres de sopa), podem deixar a sopa parecendo um vinagrete!

E se você usar tudo isso junto... Êta coisa boa! Não vai precisar nem de legumes e verduras!

* Foi pensando na lendária sopa de "três cogumelos" que disse isso. Essa sopa, que tomei uma única vez num rodízio de sopas na Mooca, nunca mais saiu da minha cabeça. E, ironicamente, ela levava cogumelos de três formas diferentes: seco (funghi), fresco (shimeji) e em conserva (champignon). Foi a melhor sopa que eu já tomei na vida, e olha, eu já tomei MUITA sopa nessa vida!

¹ Se você não acredita, veja aqui.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cookies/muffins de banana com granola

MAH COMO ASSIM "COOKIES/MUFFINS"? Bom, é o seguinte: essa massa pode fazer cookies e muffins. O que diferencia é a forma como você assa. Se você assar em formas de muffins ou em forminhas de cupcakes, eles vão virar bolinhos. Se você distribuí-los numa forma às colheradas eles vão virar cookies. Simples! Apenas atente ao aumento de fermento (duplique), caso você vá fazer bolinhos.
A vantagem dessa receita é que ela é bem prática, você pode fazê-la do começo ao fim no processador, sem sujar tigelas e batedores. A inspiração para essa receita veio dessa aqui, mas como ela foi alterada por completo, manteve-se apenas o método de preparação e o fato de poder ser vegana =)

Essa receita fiz com chocolate chips. Com granulado, os cookies ficam com efeito "formigueiro"

Você vai precisar de:
2 bananas maduras
1 xícara de coco ralado (opção: aveia em flocos)
1 xícara de granola (usei uma caseira, com pedaços de nozes e castanhas)
2 colheres (sopa) de farinha de linhaça
6 colheres (sopa) de água
3/4 xícara (chá) de margarina
2/3 xícara  (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
1 pitada de sal
1 colher (café) rasa de fermento
Canela, noz-moscada e cravo em pó a gosto* (opcional)
1 colher (sopa) de confeitos granulados para brigadeiro OU gotas de chocolate (opcional)

Como proceder:
Comece hidratando a linhaça nas 6 colheres de água. Reserve.
Pique as bananas em rodelas e coloque no processador. Junte o açúcar e margarina e processe.
Adicione a linhaça hidratada e bata novamente até se formar um creme bem homogêneo e esbranquiçado (palavra engraçada!).
Ligue o processador (ou mantenha ligado) e vá adicionando aos poucos: o coco, a farinha de trigo, o fermento, as especiarias.
Deixe que a massa fique bem homogênea.
Desligue o processador, retire a tampa e adicione, ainda no copo, a granola e os confeitos. Misture com uma colher pequena (de chá) para distribuí-los uniformemente.
Com duas colheres (de preferência de chá), distribua bolinhas de massa por uma forma coberta com papel manteiga. Quanto menores as bolinhas, menores os cookies ficarão, e assim eles assam mais rápido e ficam potencialmente mais crocantes.
Leve ao forno médio (220º no meu forno) até que a base fique dourada. Retire a forma do forno, sem desligar o fogo, e vire todos os cookies com a base douradinha para cima. Dessa forma, a parte "barriguda" deles vai poder ficar crocante também. Volte ao forno por mais 10 minutos e desligue.
Deixe os cookies esfriarem numa grelha. OBS.: os cookies só ficam crocantes quando frios!
Para fazer muffins, despeje colheradas da massa em forminhas de papel (eu recomendo a nº 1 ou 2, pq são menorzinhas e eles ficam menos pesados) posicionadas numa forma para muffins. Leve ao forno médio até que fiquem dourados em cima. Faça o teste do palito para verificar se a massa não está CRUA por dentro, mas possivelmente ela ainda estará úmida.

*dentre as especiarias, usei também grãos de pimenta rosa, e não me arrependi! Ficou bem gostoso. Vai ter sempre uma mordida surpresa que vai te presentear com uma explosão de sabor!

sábado, 1 de dezembro de 2012

"Mistura mágica" - base para sopas

Você vai precisar de:
3 batatas grandes
1 cebola grande
+- 1 litro de água
Azeite

Como proceder:
Lave bem a casca das batatas, retire os brotinhos e machucados e pique em pedaços desiguais. Deixe de molho em água.
Descasque a cebola e corte em rodelas. Numa panela de pressão, coloque o azeite para esquentar, despeje a cebola e refogue até a cebola dourar ou ficar transparente. Nesta fase, você pode adicionar alho também, fica a seu critério.
Escorra a batata picada.
Adicione então a batata sem a água e complete com a água limpa, de preferência já morna.
Cozinhe até pegar pressão, e depois disso por mais 5-7 minutos.
Desligue o fogo, deixe a pressão da panela sair. Espere arrefecer um pouco.
Bata tudo no liquidificador.
Como essa receita é bem grande, eu costumo dividir e duas partes, e congelar uma.
Na hora de fazer qualquer sopa, é só descongelar a sua mistura no microondas ou cozinhar junto dos outros legumes na panela de pressão.

Obs.: caso vá fazer cremes, o ideal é que essa mistura seja batida no liquidificador novamente, pois o amido provoca grumos e floquinhos estranhos, que podem deixar seu creme com textura incorreta. Mas se você for fazer uma sopa com pedaços, isso não é tão necessário.

Dica: você pode fazer esta receita com essa mistura, substituindo a batata e parte da água por 1/3 da receita de mistura base para sopas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Omelete" de tofu

Confesso que nunca pensei em fazer omelete sem ovo, até conhecer o Chubby Vegan. Dia desses, eu peguei uns grãos de soja preta e fiz um "tofu" caseiro, mas não compactado pra cortar, e sim mais "granulado", semelhante a uma ricota ou algo assim. Eu usei como base a receita n. 30 desse site.
O problema é que o gosto não ficou dos melhores, e eu acabei não usando esse "queijo" pra nada, visto que achei o gosto de soja muito forte. Daí resolvi fazer uma espécie de fritada de tofu, ou omelete vegetal, pra ver se ficava mais aproveitável, mas decidi não usar batata (que normalmente serve pra dar a liga na "massa"), então usei a linhaça hidratada pra dar aquela textura gosmenta do ovo.
Aqui deixo sugestões do que colocar na omelete para deixar um sabor interessante, mas você pode colocar o que quiser e o que tiver em casa: ervilhas, milho, cebola, manjericão, etc.

Você vai precisar de:
1 xícara de tofu granulado/moído
1 colher (sopa) cheia de farinha de linhaça dourada hidratada com 4 colheres (sopa) de água
1/2 tomate picadinho
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de champignons picados
Alho frito a gosto
Cebolinha fresca picada a gosto
Sal temperado (ou de ervas) a gosto
Pimenta do reino a gosto

Como proceder:
Misturar todos os ingredientes, certificando-se de que o tofu está sem pedacinhos, e fritar numa frigideira anti-aderente com um pouquinho de azeite. Comece com o fogo mais alto, e depois abaixe o fogo para que a fritada cozinhe por dentro sem queimar por fora. Virar para dourar os dois lados.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Molho branco" de aveia com amendoim (vegan)

Mais uma opção de molho branco, agora vegan, já que eu sou péssima com molhos brancos de leite de vaca, sempre coalham e ficam horríveis HAHAHAHA

Da série: a cara é estranha, mas o gosto é bom

Depois que comecei a fazer molho branco de leite de aveia, não quis mais saber de outra coisa, mas nesse dia estava com pouca aveia em casa e improvisei mesmo! Você pode trocar o amendoim (que é bem calórico e gorduroso) por outra coisa que prefira, como nozes, amêndoas, castanhas de caju, etc. Eu usei o torrado porque era o que tinha! Não faço ideia de como fique com ele cru (mas as amêndoas e nozes etc tenho certeza que fica bom mesmo cruas!).
Neste molho eu não peneirei nada, deixei com pedacinhos de amendoim e aveia no molho e achei legal, mas você pode passar numa peneira (não precisa ser pano) se preferir.
O rendimento dessa receita é bem pequeno, fiz só pra mim, então se for fazer algo pra muitas pessoas aumente bem a receita.


Você vai precisar de:
1/2 xícara (chá) de aveia em flocos
1/2 xícara (chá) de amendoim sem pele (usei torrado)
1 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) margarina vegetal (usei temperada)
Sal e pimenta a gosto

Como proceder:
Coloque a aveia e o amendoim de molho na água por pelo menos 1 hora.
Depois disso, leve tudo ao liquidificador, bata bem por 5 minutos e reserve. Se quiser, coe o "leite".
Numa frigideira funda ou outra panela larga, derreta a margarina e acrescente o leite. Adicione sal e pimenta, misture bem e, com o fogo baixo, vá mexendo até dar uma boa encorpada (a textura é similar a de um mingau de aveia).
Eu usei esse molho pra cobrir um refogado de brócolis, cebola e vagem.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Abobrinha "gratinada" sem forno

Pronta em menos de 20 minutos e perfeita para uma refeição apressada!
A receita é totalmente adaptável, e a abobrinha é só uma sugestão. Você pode fazer com vagem, ervilhas frescas, chuchu, batata, berinjela, brócolis - o que quiser - contanto que você cozinhe todos os vegetais separadamente no vapor. É importante pra essa receita apenas manter a natureza do leite (que sendo de aveia engrossa bem mais rápido) e a etapa de grelhar a abobrinha (ou outro vegetal à sua escolha). Os opcionais são realmente opcionais, e sem eles a receita é vegan. Como eu não sou vegan e sou gorda, fiz questão de colocá-los pra ficar mais gostoso =)

O "fundinho"

Você vai precisar de:
1 abobrinha média
1 xícara (chá) de leite de aveia (pode ser com resíduo)
1 dente de alho amassado
1 colher (sopa) de margarina vegetal
1 colher (chá) de amido de milho
1 colher (sopa) cheia de requeijão cremoso (opcional)
1 colher (sopa) de creme de leite (opcional)
Queijo parmesão ralado (opcional)
Sal e pimenta do reino a gosto

Como proceder:
Lave a abobrinha, corte as extremidades e fatie em rodelas não muito finas.
Coloque-as dentro de um saquinho plástico de congelar alimentos e faça todo o procedimento para cozinhar no vapor no microondas - utilize 2 minutos.
Assim que tirar as abobrinhas do microondas, leve-as a um grill aquecido. Doure de um lado, vire-as, e doure de outro. Desligue o grill e reserve.
Numa frigideira funda, aqueça a margarina até derreter, adicione o amido de milho (que pode ser farinha de trigo, se você tiver. Eu coloquei amido porque não tinha farinha xP), misture fazendo uma pastinha. Coloque a pimenta nesta hora, para que ela libere bem seu aroma.
Adicione o alho e frite-o até dourar. Se precisar, adicione um pouco mais de margarina ou azeite.
Coloque o leite de aveia, misture bem até dissolver, e, no fogo baixo, mexa sem parar até engrossar (o que deve levar uns 5 minutos).
Desligue o fogo, adicione sal a gosto, e se quiser, o requeijão e o creme de leite. Misture bem.
Para montar, é só colocar as abobrinhas em um refratário pequeno (usei um de 15x15cm) untado com óleo, colocando uma camada de abobrinha, uma de molho e ir alternando.
Para finalizar, você pode salpicar o molho da última camada com orégano ou queijo ralado.
É claro que se você preferir, pode levar tudo ao forno para dar uma reaquecida ou dourada, mas isso nem é necessário. A abobrinha, estando grelhada, já deixa aquele gostinho de "forno" e dá pra enganar bem!

Rendimento: duas porções.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sopa creme de legumes com feijão vermelho (sem batata)

Mais uma dica fácil pra dietas com restrições de carboidratos. O feijão vermelho foi adicionado por puro experimentalismo, mas, na verdade, apesar de conter uma boa quantidade de carboidratos (e ainda assim não tem tanto amido quanto uma batata ou mandioquinha), ele tem quase a mesma proporção de proteínas. Além de dar cor e sabor, o feijão ajuda a dar uma encorpada na sopa, para que ela não fique aguada.
Sinta-se livre para alterar as quantidades de legumes de acordo com a sua preferência.



Você vai precisar de:
1 cenoura
1 tomate
1 cebola
1/2 berinjela grande ou 1 pequena
1/4 xícara (chá) de feijão vermelho seco
2 dentes de alho amassados
1 folha de louro
1 cubo de caldo de legumes (opcional)
1 colher (sopa) de beterraba em pó (opcional)
Sal e pimenta a gosto
Água

Como proceder:
Escolha, lave e deixe o feijão de molho (não precisa ser com horas de antecedência).
Lave os legumes. Com uma faca de serra, raspe a cenoura pra tirar o "grosso" da casca. Dessa forma você preserva a maior parte do legume. Corte em rodelas.
Retire o pedúnculo do tomate e corte em pedaços grandes.
Faça o mesmo com a berinjela.
Descasque a cebola e corte em rodelas ou cubos.
Numa panela de pressão, coloque um pouco de azeite e refogue o alho. Quando estiver dourado, adicione a  cebola e refogue até murchar.
Acrescente o tomate, misture até começar a soltar água, e adicione 1 litro de água. Deixe começar a ferver.
Adicione o feijão, sem a água, coloque o caldo e os temperos e tampe a panela. Deixe cozinhar na pressão por 20-30 minutos.
O feijão não vai ficar 100% mole, mas não tem problema! Deixe a sopa esfriar e bata no liquidificador por uns 5 minutos, junto da beterraba em pó (se for usar), até não sobrar mais casquinhas do feijão. Nessa fase adicionei também uma colherada de PTS sabor bacon, mas acho que nem era necessário (nem pelo sabor, nem pela consistência).
Volte o creme para a panela, adicione mais temperos, se quiser, e acerte o sal.
Sirva bem quente e, se gostar, com pimenta calabresa moída.

Obs.: se você estiver fazendo dieta de restrição de carboidratos à noite, não coloque na sopa macarrãozinho, batata, mandioquinha, mandioca, abóbora ou farinhas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

"Homus" de feijão carioca

Então eu tive essa ideia genial. Inventei a receita, provei, aprovei. OK. Mas sempre tem alguém que teve a sua ideia antes, não?
Mas enfim. Homus de feijão ainda não é um hit na web (até porque "homus" significa "grão-de-bico"). Embora devesse. A versão abrasileirada da receita árabe é uma ótima substituta, e não perde em nada em sabor. Talvez em nutrientes - visto que o grão de bico é rico em proteínas, fibras, gordura mono-insaturada e ferro, mas ainda assim vale a pena. O feijão e o grão-de-bico tem certas similaridades, e a textura macia é uma delas. Quando cozido sem sal e sem aquele monte de tempero que os feijões ensopados normais tem, o feijão carioca se torna uma leguminosa bem neutra, que dá pra combinar com quase tudo.
Como a minha versão é "fake", ela não leva ao pé da letra a receita original, que seria um "homus tahine". Mas garanto que tem seu valor!

Você vai precisar de:
2 xícaras (chá) de feijão carioca seco
2 dentes de alho cru
2-3 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de gergelim branco sem tostar / 1 colher (sopa) de tahine
Sumo de aproximadamente 1/2 limão
Sal, pimenta do reino, cominho e canela em pó a gosto
1 colher de creme de ricota ou requeijão (opcional)

Como proceder:
Deixe o feijão de molho por algumas horas, até inchar. Cozinhe-o, de preferência em panela de pressão, até ficar macio, mas não desmanchando. Os grãos devem ficar inteiros e a água não deve ficar "cremosa" ou muito turva. Reserve os grãos cozidos até esfriarem.
Num processador, junte o feijão e todos os outros ingredientes e processe tudo até não sobrarem casquinhas do feijão. Certifique-se de que não ficaram pedaços, especialmente do alho. Se a mistura estiver muito pastosa, você pode adicionar a ela, enquanto processa, algumas colheres da água do cozimento do feijão.
Sirva o purê regado com bastante azeite e salpicado com gergelim torrado, salsa fresca ou cebolinha picada.
Eu, particularmente, gostei da mistura desse homus com PTS de bacon.
Torre (por 5 minutos num grill ou frigideira anti-aderente) pedacinhos de pita e sirva junto.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Purê de Abobrinha

Uma receita muito simples e que pode ser usada pra vários fins... Como recheio de massas, mistura para sopa, purê ou pirão, para misturar com carne ou PTS moída, como papinha para bebês... Use a imaginação! Lembre-se que essa é uma receita "base", que deve ser incrementada de acordo com seu gosto e disponibilidade de ingredientes.
Uma boa dica para esta receita é fazer um pirão de abobrinha.

Você vai precisar de:
1 abobrinha grande descascada*
100 ml de água
Sal e temperos a gosto (sugestões: pimenta do reino preta, curry, alho frito, salsa fresca)

Como proceder:
Numa panela de pressão, coloque a água, adicione a abobrinha picada, salgue e tampe.
Leve para cozinhar por 10-15 minutos depois de pegar pressão.
Ao retirar a abobrinha da pressão, verifique se ela está bem cozida. Ela deve estar bem mole para virar purê.
Amasse com um garfo ou amassador de batata, desprezando a água que sobrar*.
Tempere bem, e, se quiser, sirva com manteiga.

Obs.: se você não tiver uma panela de pressão, você pode usar uma panela comum, mas ela vai levar um pouco mais de tempo para cozinhar a abobrinha até amolecer.

*guarde estes ingredientes, você pode usá-los posteriormente em uma sopa, por exemplo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sopa de Grãos de Soja Preta com Verduras


Eu sei que parece nome de prato mal traduzido em cardápio de restaurante chinês, mas releve.
É mais uma daquelas que surgem de surpresa... ao final de uma história de improviso.
Eu estava em um momento de dieta com mínimo de carboidratos possível, e naquela loucura de se desdobrar em 10 pra criar algo pra um jantar - num dia frio - sem batatas, farinhas, massa ou coisa do gênero, cheguei nessa sopa. Ela se assemelha bastante a uma sopa de feijão de avó, mas optei por fazê-la mais rala e com verduras ao invés de legumes, e sem macarrão, claro.
As medidas são aproximadas. Como eu queria algo exótico, me joguei nos condimentos improváveis, mas se quiser você pode excluí-los ou substituí-los por outras coisas.

Você vai precisar de:
1 xícara de soja preta em grãos
Cravo-da-Índia e canela em pau
Aveia em flocos
Verduras: alface, acelga, repolho, couve
Cebola picada em tiras
Tomate e pimentão sem sementes
Cebolinha
PTS miúda sabor bacon e sabor cebola

Como proceder:
Primeiro, cozinhei por aproximadamente 20 minutos na pressão a soja com água, um pouco de sal, uns 2 cravinhos da Índia e uns pedacinhos de canela. Escorri (guardando o caldo), e separei em duas partes, sendo que uma congelei para uso posterior (fiz um kibe de forno).
A primeira metade dos grãos, juntei o caldo do cozimento e mais aproximadamente 1/2 litro de caldo de legumes (do cozimento de batatas e cenouras com alecrim) e bati no liquidificador, juntando 1 colher de sopa de aveia.
O caldo da sopa está pronto, apenas tempere e acerte o sal (caprichei no tempero baiano e na pimenta do reino). Não é preciso peneirar.
Coloquei as PTS e deixei hidratando no caldo enquanto fervia um pouco.
Como eu tinha do almoço uma verdurada pronta (com acelga, alface, repolho, couve, cebola, tomate, pimentão, cebolinha, alho e shoyu), apenas adicionei ao caldo e desliguei o fogo.
Se você for colocar as verduras frescas e o tomate, a cebola, o pimentão e a cebolinha, adicione-os, abafe com a tampa da panela, deixe o caldo fervendo até eles murcharem e reduzirem, cozinhe por mais uns 5 minutos e desligue.
Na hora de servir, coloquei no prato uns cubinhos de queijo branco, combinou muito bem!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pão de ervilha e ervas

Mais uma vez, revirei a internet do começo ao fim atrás de uma receita de pão de ervilha. Como não encontrei nada satisfatório, fiz uma colcha de retalhos usando várias receitas, e cheguei nisso. Foi baseada principalmente nessa receita.
Pra esta receita, você ainda tem a liberdade de acrescentar mais cereais, castanhas, sementes ou outras ervas, como orégano, tomilho, alecrim, etc. Faça a combinação que mais te agrade!
Mas garanto que quaisquer que sejam os "temperos", o pão tem um sabor maravilhoso! Ligeiramente adocicado, com sabor bem suave de ervilhas, as ervas se sobressaem e tornam a massa extremamente aromática. A textura é firme, um pouco quebradiça por não conter ovo, mas fica crocante por fora quando aquecido em chapa, e mais macia por dentro.
Você quer mais um motivo pra fazer? Essa receita é 100% vegetal =)

Rendimento: 6 pães em forma de muffins (direita), um pãozinho de "hamburguinho" (esquerda) e 1 baguetinha recheada. Alternativamente, faz uma forma de bolo inglês cheia.

Pra todos os gostos!

Você vai precisar de:
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
5g (meio pacotinho) de fermento biológico seco instantâneo
1/2 xícara (chá) azeite de oliva
1 e 1/2 xícaras de água
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 lata de ervilha escorrida
2 colheres (sopa) de gergelim branco torrado (opcional)
1 colher (sobremesa) de hortelã seca
1 colher (sopa) de orégano seco
1 punhado de manjericão fresco

Como proceder:
Bata no liquidificador o fermento, o azeite, a água, o sal, o açúcar, a ervilha e o manjericão (não precisa picar).
Transfira o conteúdo para uma vasilha, coloque a hortelã e o gergelim (se quiser decorar, separe 1 colher de sopa para salpicar ao final) e sobre o líquido peneire a farinha de trigo aos poucos, e vá misturando até ficar uma massa homogênea e bem grossa.
A massa fica bem mole, ela não vai ser moldada, a não ser que você adicione mais farinha (mas isso pode deixar a massa seca e dura). Então apenas deixe-a lisa e coloque a mistura numa vasilha untada com óleo para descansar. Como sou impaciente (e usei fermento instantâneo), deixei fermentar por menos de 1h.
Aqueça o forno a 180°C.
Coloque o pão em uma forma de bolo inglês untada e enfarinhada (ou com papel manteiga) OU em pequenas forminhas de muffins, como eu fiz. Se quiser, salpique com gergelim por cima. Eu usei ainda minha mistura amarela para massas.
Leve o pão ao forno por 35-45 minutos.
Sirva ainda quente, preferencialmente com margarina (quem não gosta daquele efeito de derretimento causado pelo calor do pão, né?).


Obs.: Se for rechear o pão, certifique-se de que não há muitas camadas de massa sobrepostas. Se isso acontecer, a massa ficará cozida e meio encruada. Eu tentei fazer um roll com essa massa, mas a massa que ficou por dentro não assou direito e deu nisso!


Meu pão recheado que não ficou essas coisas.
Dica dos campeões: guarde os pães, já frios, em um saquinho plástico fechado na geladeira. Para um café da manhã delicioso, corte o pão em fatias grossas, leve a um grill ou sanduicheira para torrar um dos lados, retire e passe margarina. Hmmm, fica ma-ra-vi-lho-so! Especialmente com um chá mate quentinho.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Molho para churrasco vegetariano

Para os meus espetinhos de berinjela, cebola, tomate-cereja e pimentão, esse molho ficou divino! Se você tiver em casa cogumelos como shitake e shimeji, você pode colocar nos espetos shitakes inteiros e raminhos de shimeji envolvidos nesse molho.
Ainda não testei, mas acredito que até mesmo para um churrasco "normal", com carne, esse molho fique bom, dando um toque exótico a um churrasco comum.



Você vai precisar de:
2 colheres (sopa) de molho shoyu
1 colher (sopa) de molho de mostarda escura
1 colher (sopa) de molho barbecue vegetariano*
1 colher (sopa) de molho de alho
1 colher (chá) de zathar
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Sal, pimenta do reino e aji-no-moto a gosto


Como proceder:
Numa tigela, misture todos os ingredientes com um garfo ou fouet até ficar homogêneo.
Se for fazer espetinhos, passe-os nesse molho com 1h de antecedência, e depois leve à churrasqueira ou grill.


Se for fazer "bifes" ou outro tipo de churrasco sem espetos, tempere a "carne" com esse molho, deixe apurar, e leve à churrasqueira ou grill.

 *o da marca Mavi não contém carne nem derivados, mas não conheço a composição dos molhos prontos de outras marcas, como Masterfoods, Kenko, Hunt's, Uncle Ben's, Heinz, etc.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sopa creme de batata, mandioquinha e shitake


Você vai precisar de:
1 batata grande
1 mandioquinha
2 colheres de sopa de PTS miúda
2/3 shitakes desidratados (usei um grande e um pequeno e foi suficiente)
2 dentes de alho
Água
Azeite
Sal a gosto
Temperos a gosto (usei: zathar, pimenta do reino e Aji-no-moto somente)

Como proceder:
Descasque a mandioquinha e corte em pedaços desiguais, mas não muito grandes. Faça o mesmo com a batata (não é preciso descascar [mas lembre-se de lavar muito bem a casca, hein?]).
Cozinhe ambas em mais ou menos 1 litro de água com um pouco de sal. Quando estiverem bem macias, desligue o fogo e adicione os shitakes e a PTS para que hidratem. Tampe a panela e deixe arrefecer dessa forma.
Enquanto esfria, em outra panela doure bem o alho amassado em um pouco de azeite. Reserve.
Bata a batata, a madioquinha, o shitake e a água no liquidificador. Não bata muito, deixe sobrarem alguns pedacinhos bem pequenos dos cogumelos. De início, a sopa fica com uma cor acinzentada bem estranha, mas depois ela adquire cor de molho funghi.
Despeje essa mistura na panela com o alho dourado, ferva por 5-10 minutos*, acrescente os temperos, acerte o sal e sirva bem quente.

*Evite cozinhar demais preparações com shitake, pois ele acaba perdendo todo seu sabor peculiar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bolo de Alfarroba e Uva


Você vai precisar de:
2 col. (sopa) de farinha de linhaça
1/2 xícara (chá) água
1 xícara (chá) adoçante culinário (pode ser açúcar mascavo)
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) farinha de arroz (usei integral)
3 col. (sopa) farinha de alfarroba adoçada
1 col. (sopa) farinha de uva
1/2 xícara (chá) óleo
1 xícara (chá) leite (usei de soja em pó)
1 col. (sopa) fermento em pó
Essência de baunilha (opcional)
Castanha de caju/nozes moída (opcional)

Como proceder:
Dissolva a farinha de alfarroba no leite e reserve.
Hidrate a linhaça na água. Misture com o adoçante, o óleo e a essência, se for usar. Faça uma mistura gosmenta e homogênea.
Acrescente nessa mistura a farinha de uva e a o leite misturado com a alfarroba.
Adicione a farinha de arroz, a castanha de caju e misture bem, se necessário batendo com uma batedeira ou mixer.
Unte uma forma de buraco no meio com chocolate em pó, achocolatado ou a própria alfarroba. Isso evita que o bolo fique esbranquiçado quando desenformado.
Adicione o fermento à massa, misture bem e passe a massa para a forma untada.
Leve ao forno pré-aquecido e asse em temperatura  média por aproximadamente 35 min.
Espere esfriar um pouco antes de desenformar.

Dica: preste atenção em 2 fatores 1) se a alfarroba já é adoçada e 2) se você usará adoçante ou açúcar. De um jeito ou de outro, você terá que adaptar a quantidade de açúcar, para evitar que o bolo fique doce demais ou de menos. Mas, caso você errar no doce, uma dica é fazer uma cobertura que balanceie; usando café preparado ou instantâneo (Veja aqui uma receita de cobertura cremosa de café), caso tenha ficado muito doce, e chocolate ou leite condensado caso tenha ficado sem açúcar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Histórias de Improviso: Bolinho de Arroz e Feijão [vegan!]

Eu adoro feijão. Mas confesso que, quando ele é preparado normalmente para comer com arroz, eu canso dele no segundo dia. Depois fica com gosto de "requentado", sabe? Mas isso nem vem ao caso.
O caso é que numa sexta-feira de chuva resolvi pegar tudo que sobrou de arroz e de feijão da semana toda e bater no processador. E o resultado foi esse. Mais uma receita sem medidas, me desculpem. Mas quando se trata de reaproveitamento, a coisa é no feeling mesmo!

Lindinhos da mamãe!
Misturei tudo o que restava de arroz cozido com feijão cozido, com caldo e tudo, no processador. Bati bem.
Parece mentira que partiu disso, né?
Adicionei uma colher de farinha de linhaça dourada (já hidratada com um pouco de água), uma pitada de pimenta calabresa, meia xícara de PTS sabor bacon (nem gosto de bacon, mas abri uma exceção [se você for vegan, provavelmente vai gostar menos ainda]), aji-no-moto e uma colherzinha de zathar. Bati de novo, até incorporar tudo.


Transferi a mistura para uma vasilha. Adicionei 1 colher de sopa de farinha de arroz e um pouco de azeite, só umas gotinhas. Misturei bem com um garfo, até a massa ficar moldável.
Com uma colher, fui retirando pouquinhos da massa e fazendo bolinhas (a massa gruda na mão mesmo, você vai precisar da ajuda da farinha ou azeite pra conseguir modelar bem) e empanando em fubá mimoso. Essa escolha foi meio aleatória, pois não tinha farinha de rosca (nunca tem!) e essa era a que parecia mais apropriada. No final, acabou sendo interessante pra gerar uma casquinha mais sequinha nos bolinhos.


Dispus os bolinhos em uma forma grande untada com óleo, mas acho que nem precisava. Levei ao forno médio pré-aquecido e deixei por uns 25 minutos, virando e deixando por mais uns 10 minutos. Você pode virar os bolinhos assim que ver que eles estão "rachando".



Depois de prontos, os bolinhos podem ser consumidos puros, que foi o que fiz, acompanhado de um chá verde geladinho. Ainda, você pode congelá-los e utilizá-los sempre que quiser, assando-os no forno novamente, fritando em imersão ou até cozidos em molho, como se fossem almôndegas. Não é uma ótima ideia?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Purê de banana e abacate (café da manhã)

Ótima opção vegana pro café da manhã! Eu mesma recomendo, é gostoso e fácil de fazer.

Você vai precisar de:
1 banana grande
1 pedaço de abacate (normalmente uso a "tampinha" dele, logo que abro)
1 colher de sobremesa de farinha de linhaça/aveia
2 colheres de sopa de iogurte de soja (opcional)

Como proceder:
Amasse a banana e o abacate (sem a casca, por favor!).
Se quiser, misture o iogurte para que o purê fique mais cremoso.
Salpique a farinha por cima, ou misture tudo e sirva.

Dica: 
Com esse calor, deixe as frutas na geladeira para preparar o purê, vai ficar muito mais agradável consumí-lo gelado!

Obs.: você pode ainda acrescentar ingredientes para incrementar, como canela, açúcar mascavo, gotinhas de limão, mel/melado, etc.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Antepasto de pimentão e cebola assados (no grill!)

Como a ideia é fazer comidas que não existem, aqui estou eu: me propus a fazer um patê de pimentão, mas eu não queria perder meia hora assando-o no forno e também não queria queimar na chama do fogão (sou um desastre, vai que boto fogo na casa?). Então meu "patê" acabou saindo uma espécie de antepasto super rápida e fácil e saudável. Quer coisa melhor?
Essa receita rende um pouco mais que uma xícara de chá, mas dá tranquilamente para você servir um ou dois amigos, acompanhando torradinhas frescas, biscuits ou qualquer coisa crocante.
Algo me diz que se eu tivesse usado pimentão vermelho teria ficado mais bonito.

Você vai precisar de:
1 pimentão (usei verde, mas a cor você que escolhe)
3 cebolas pequenas (ou pode ser uma bem grande)
1/2 tomate grande
+- 10 dentes de alho
1 raminho de alecrim (você pode substituir por manjericão fresco ou hortelã; o importante é colocar alguma coisa do gênero, pois faz muita diferença!)
Azeite até "dar o ponto"
Sal, pimenta, aji-no-moto a gosto


Como proceder:
Descasque as cebolas e corte no meio.
Retire o talo do pimentão e remova todas as sementinhas. Corte no meio no sentido do comprimento.
Coloque tudo no grill: cebola, pimentão, dentes de alho com casca (dê uma lavadinha antes, ok?), o meio tomate e o raminho de alecrim. Regue com um POUCO de azeite. Tome cuidado para o alecrim não queimar; pra evitar isso, eu coloquei o alecrim sempre por cima de alguma coisa, seja pimentão, cebola, tomate.
Tampe o grill e deixe tudo "grelhando" por uns 10 minutos. Abra e vire tudo, grelhando o outro lado.
Depois que tudo estiver já mais murchinho e o aroma estiver enlouquecedoramente incrível, retire os ingredientes do grill e coloque no processador.
Retire as cascas dos alhos apertando com um garfo; o dente de alho vai "escapulir" facilmente.
Processe tudo na potência mais alta, e enquanto isso, vá adicionando o azeite até que você perceba que realmente está virando uma pasta. Acrescente o sal e os seus temperos favoritos e desligue o processador.
Cheque o sal e, se preferir, acrescente mais azeite.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Molho de berinjela light para macarrão

Eu não sou aquele tipo de pessoa que vive de dieta. Mas me vi na urgente necessidade de fazer, depois de várias semanas comendo like there's no tomorrow desde o natal. Minha formatura é em menos de 15 dias e não poderia simplesmente assumir o fat pride na festa, né? As fotos vão durar pra sempre!
Então decidi fazer duas semanas de dieta educadora, de 1200kcal, indicada para o meu irmão, que deveria perder 17kg. Ele nunca seguiu a dieta, e ficaram aqui os folhetos explicativos com as informações calóricas de cada alimento e também as sugestões de cardápios diários. É claro que eu não ia seguir o cardápio, mas né? Eu me empenhei em contar as calorias de cada coisa que faço... e aí resolvi substituir o prático molho de tomate "só aquecer" industrializado por este. E fiquei muito satisfeita! Além de ser gostoso, ele faz a massa render! Uma porção de macarrão acabou servindo duas pessoas.

Você vai precisar de:
1/2 berinjela ralada ou processada
1/2 cebola
1 dente de alho
1//2 tomate
Acelga a gosto (opcional)
Azeite
Temperos (usei: curry, cominho, pimenta do reino, páprica e pimenta calabresa)

Como proceder:
Cozinhe a berinjela ralada ou processada até que fique bem macia, como uma pasta. É legal que ela esteja em pedacinhos bem pequenos. Cozinhei apenas na água com sal e curry.
Processe a cebola, o tomate e a acelga, se for usar (coloquei a acelga pra dar volume, por ser pouquíssimo calórica e não se desmanchar como o tomate e a cebola). Não precisa virar um patê, é só pra picar bem, do tamanho de uma "carne moída"; você pode fazer isso manualmente com um cutelo, caso não tenha processador. Reserve.
Numa frigideira, coloque o azeite e amasse o alho, refogando-o. Adicione, antes do alho dourar, a mistura de cebola e tomate, e refogue bem, adicionando seus temperos favoritos.
Quando o tomate já estiver bem reduzido, adicione a berinjela e misture bem.
Nesta fase, os vegetais liberam bastante água, mas decidi adicionar um pouco mais, e com um pouco de beterraba em pó para dar uma corzinha.
Acerte o sal e desligue o fogo. Você pode adicionar a massa na frigideira e misturar o macarrão com o molho, ou usar o molho para o cobrir o macarrão, já no prato.